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"Ciência é
a disposição para aceitar fatos, mesmo quando eles se opõe
aos desejos." (Skinner, 1953, p.12) |
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A proposta da Análise do Comportamento vai muito
além... Rompe com os paradigmas e práticas
vigentes. Não é fácil derrubar padrões
estabelecidos há milênios. A inovação sempre
encontra resistência Skinner (1994, p. 20)
escreveu “Apesar do quanto possamos ganhar ao
admitir que o comportamento humano é o objeto
próprio de uma ciência, nenhuma pessoa que seja
produto da civilização ocidental pode assim pensar
sem uma certa luta.”
A vinda do Prof. Keller ao Brasil possibilitou a formação do primeiro
grupo de analistas do comportamento: Dra. Carolina
Bori, Dr. Isaías Pessotti, Dr. João Todorov, Dr.
Luis Otávio Seixas Queiroz, Dra. Maria Amélia
Mattos, Dr. Mario Guidi, Dra. Rachel Kerbauy,
entre outros. Aprenderam com o mestre os
conhecimentos trazidos sobre a Análise
Experimental do comportamento e da proposta
desenvolvida pelo seu amigo Skinner sobre a
Ciência do Comportamento e o Behaviorismo Radical.
Uma proposta renovadora para a psicologia na
compreensão do homem embasada no modelo científico.
O comportamento humano é o seu objeto de estudo,
se opondo aos modelos mentalista e dualista. A
profundidade da proposta teórica, os estudos
experimentais desenvolvidos e as aplicações
incipientes mostravam a coerência e solidez do
novo modelo. Os alunos do Prof. Keller formaram-se
professores e foram para algumas regiões,
iniciando sua árdua tarefa de ensinar o novo
modelo sem deixar de continuar com a própria
formação. A sensibilidade e empenho desses
formadores trouxeram novos adeptos a proposta de
Skinner e da Análise do Comportamento
possibilitando a propagação do conhecimento para
outras regiões do país e assim sucessivamente. |
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E todo esse processo do conhecimento, é claro, envolveu
muita dedicação e luta constante para derrubar as
barreiras de uma cultura mentalista e estabelecer uma
proposta monista da Ciência do Comportamento e
Behaviorismo Radical. Associamos nosso modelo e desafio
à árvore Fícus Bengalus ou Fícus Benjamim: suas raízes
são profundas e fortes – como nosso corpo de
conhecimento teórico – formando uma árvore grande e
frondosa com muitas folhas bem verdes. A sua beleza é
inegável, igualmente podemos dizer de nossa abordagem. A
reprodução dela se dá através de ramos nascidos em seus
galhos. Basta tirar e plantá-los e surgirá uma nova
árvore. O nosso conhecimento vem sendo disseminado assim:
cada aluno leva um pouco do seu professor, passa a
ensinar e aplicar seu aprendizado possibilitando novos
galhos e, então, novas árvores. Esse processo se torna
sem fim. Além disso, as raízes do Fícus são tão fortes
chegando a quebrar muros, rachar casas, similar a nossa
tarefa de romper paradigmas vigentes desde o Prof.
Keller. Outro belo paralelo com a nossa abordagem: com
força e persistência aos poucos avançamos e nos
fortalecemos.
Os nossos Encontros anuais também têm esse objetivo fortalecer as bases e
raízes do conhecimento teórico e aplicado na troca de
experiências, pesquisas, estudos entre outros. E, ainda,
agregar novos membros e adeptos de todo o Brasil. O
Fícus será o símbolo do nosso XVII Encontro da
Associação Brasileira de Psicologia e Medicina
Comportamental.
Sejam Bem-vindos!
Patrícia Piazzon Queiroz
Presidente do
Encontro da ABPMC
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