Campinas, ,

 

Home |

Favoritos | Contato

 

 

"Os principais problemas enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos

 se melhorarmos nossa compreensão do comportamento humano" (Skinner, 1974, p.8)

 

 

Programação XVIII Encontro ABPMC - 2009

MESA REDONDA

Título da mesa: Variáveis a serem investigadas acerca de interações sociais em sessões de terapia
Coordenador: Nicolau Kuckartz  Pergher, Universidade Presbiteriana Mackenzie/ Núcleo Paradigma
Resumo: Muitos clientes, ao procurarem por terapia, abordam o tema de interação social. Ao relatarem sobre seus relacionamentos interpessoais, costumam se queixar do comportamento do outro diante de uma expectativa baseada na história desse relacionamento. Nesses casos, uma das possibilidades da terapia é promover descrição das contingências envolvidas nesses episódios e ajudar o cliente a modificá-las. Nessa mesa redonda, os casos que serão apresentados possuem em comum a queixa e estratégias de intervenção implementadas. Durante as sessões de terapia, procurou-se promover auto-observação e modelar os comportamentos dos clientes para que estes fossem capazes de descrever as contingências em vigor. Além disso, buscou-se modelar comportamentos alternativos aos apresentados em suas relações, com objetivo de ampliar o repertório comportamental. Essas intervenções foram realizadas na tentativa de promover mudanças que tornassem o ambiente social destes indivíduos mais reforçador. O primeiro caso apresentará uma criança que mentia e fantasiava em suas relações sociais. O segundo caso trata de uma mulher de 33 anos que se esquivava de contatos sociais. Por último, serão apresentados relatos de casos atendidos individualmente, nos quais a queixa se referia a problemas de interação no relacionamento conjugal. Considera-se importante discutir este tipo de queixa vinculada às interações sociais em diferentes tipos de relações, já que comportamentos com topografias diferentes podem ter as mesmas funções. Além disso, intervenções baseadas em uma análise funcional cuidadosa podem possibilitar modificações nas contingências que levem a relações sociais mais íntimas e duradouras, tornando-as mais reforçadoras para os indivíduos.
 
Autor(es) apresentação 1 :
Ana Beatriz Dornellas  Chamati, Núcleo Paradigma
Resumo apresentação1 : Falar a verdade e mentir são comportamentos passíveis de serem reforçados, punidos, extintos e de passar por processos de discriminação, assim como muitos outros comportamentos. O presente artigo relatará o caso clínico de um menino de 8 anos, que freqüentemente emitia relatos incompatíveis com a realidade. Os pais do cliente foram orientados a diminuir a atenção contingente a relatos mentirosos e a valorizar relatos verdadeiros. Nas sessões de terapia, as intervenções tiveram como objetivos: 1) Auxiliar na discriminação das variáveis ambientais que aumentavam a probabilidade de mentir; 2) Reduzir a atenção social contingente a relatos fantasiosos; 3) Valorizar relatos verdadeiros; 4) Discriminar sentimentos gerados pela deflagração de uma mentira; 5) Auxiliar na discriminação entre fantasia e realidade; 6) Admitir que contou mentiras e 7) Substituir relatos fantasiosos por relatos precisos. Observou-se que a freqüência de relatos verdadeiros aumentou, diminuindo a ocorrência de mentiras. O cliente passou a descrever verbalmente que suas mentiras eram controladas por reconhecimento social e passou a falar que “gostaria de” ter ou saber fazer algo, ao invés de mentir. Acredita-se também que as intervenções realizadas possam facilitar a expressão de sentimentos e preocupações (considerando que a emissão de mentiras funcione como esquiva) e que possam favorecer a ocorrência de relações sociais mais íntimas e duradouras.
 
Autor(es) apresentação 2 :
Caroline da Cruz  Pavan, HCFMRP-USP/Núcleo Paradigma
Resumo apresentação 2 : O processo terapêutico tem como objetivo promover mudanças de comportamentos que causam sofrimento aos clientes que procuram pela terapia. Um dos fatores comumente trazidos como responsáveis por tal sofrimento é a dificuldade nos relacionamentos interpessoais. O presente trabalho relata o caso clínico de uma mulher de 33 anos que, dentre outras queixas, relatou “dificuldades para se aproximar das pessoas”. Relatou ter sido obesa desde pequena e ter sempre se afastado das pessoas “para se proteger de ser chamada de gorda”. Também não se relacionava com as pessoas mesmo em novos contextos, nos quais não tinha passado por este tipo de experiência aversiva. Esquivando-se do contato com outras pessoas e da possibilidade de punição, deixava de obter reforçadores advindos de relacionamentos sociais. O foco da intervenção foi, principalmente, promover mudanças no padrão de isolamento social. Iniciou-se realizando algumas orientações, o que foi posteriormente abandonado, já que a cliente se comportava em função das regras não ficando sensível às contingências. Passou-se então a enfatizar a descrição de contingências e a modelagem do comportamento da cliente de descrever contingências (treino de discriminação de contingências). Os comportamentos de observar as pessoas, olhar para elas, manter contato visual, manter interações mínimas (dizer “Bom dia”) e manter conversação foram sendo modelados. As mudanças em relação às interações sociais foram generalizadas para vários contextos (trabalho, família, atividades de lazer). Com a mudança de seu comportamento, passou a discriminar que este tem conseqüências no ambiente e que ela pode modificar a forma como ela se relaciona e, consequentemente, a forma como as pessoas se relacionam com ela. Conseguiu perceber que as pessoas olham de formas diferentes e por razões diferentes, não necessariamente criticando. Percebeu, inclusive, ter sido paquerada. A cliente continua em terapia e ainda deseja modificar alguns comportamentos para melhorar ainda mais suas relações sociais, que ainda são bastante restritas. Acredita-se que intervenções no sentido de promover discriminação de contingências e modelar comportamentos que favoreçam maiores contatos sociais possibilitem aumento do repertório dos clientes favorecendo relações sociais mais reforçadoras.
 
Autor(es) apresentação 3 :
Nicolau Kuckartz  Pergher, Universidade Presbiteriana Mackenzie/Núcleo Paradigma
Resumo apresentação 3 : Os clientes frequentemente procuram auxílio terapêutico motivados por dúvidas, insatisfações e conflitos relacionados a aspectos que envolvem relacionamentos afetivo-conjugais. Esta apresentação tem como objetivo enumerar variáveis que merecem ser investigadas ao longo de uma terapia realizada individualmente, tais como 1) histórico de relacionamentos de ambos os membros do casal, 2) práticas sexuais, 3) divisão financeira, 4) diferenças de idade, culturais, étnicas e sócio-econômicas, 5) graus de intimidade e 6) padrões de comunicação. Serão apresentados exemplos de casos clínicos e sugestões de intervenções que visam abordar essas variáveis nas sessões de terapia.

<< Voltar


 

Home | XVII Encontro | Quem somos | Associar-se | Galeria | Links | Eventos | Contato

Este site utiliza recursos em Flash, caso você não consiga visualizar,

 clique aqui para instalar o plugin em seu computador.