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"Os principais problemas enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos

 se melhorarmos nossa compreensão do comportamento humano" (Skinner, 1974, p.8)

 

 

Programação XVIII Encontro ABPMC - 2009

PAINEL

Título do Painel: Nomeação: Independência funcional entre repertórios de falante e de ouvinte
Autor(es):
Emiliane Tayaara   Pontes, Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
Ana Carolina  Sella, Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
Carmen Silvia Motta  Bandini, Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
Heloísa Helena Motta  Bandini, Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
Lidia Maria Marson  Postalli, Universidade Federal de São Carlos
Resumo: A nomeação consiste na habilidade de descrever ou dar nome a objetos, eventos ou indivíduos presentes no cotidiano e sua importância reside na comunicação de tais eventos através da emissão de respostas verbais. Os resultados dos estudos sobre como a nomeação se desenvolve têm sido controversos, em particular em relação à questão da dependência ou independência funcional entre repertórios comportamentais. O objetivo deste estudo foi o de verificar se a partir de tarefas de seleção, respostas de nomeação são emitidas sem ensino direto. O procedimento foi conduzido no Núcleo Informatizado de Estudos da Linguagem (NIEL), através de um software baseado no paradigma da Equivalência de Estímulos. Participaram do estudo quatro crianças, de idades entre 7 e 12 anos, atendidas pelo NIEL. Foram utilizadas 12 figuras abstratas e 12 pseudo-palavras como estímulos. Foi utilizado um delineamento de linha de base múltipla entre participantes e entre estímulos. O procedimento foi composto por seis passos nos quais havia tarefas de ensino de seleção e de teste de nomeação. Em cada passo, duas relações nome-figura foram ensinadas e duas relações figura-nome foram testadas. Em tarefas de seleção, para cada pseudo-palavra foi ensinada a correspondência com uma figura abstrata. Nestas tarefas, cada estímulo amostra foi apresentado quatro vezes. Se o participante alcançasse o critério de desempenho de 100% de acerto, ele era exposto ao teste de nomeação. O não alcance do critério de 100% de acerto nas tarefas de seleção e/ou no teste de nomeação, levava à reapresentação de tarefas de seleção por até três vezes. Os resultados indicaram que, após o ensino das relações entre os nomes ditados e as figuras abstratas nas tarefas de seleção, grande parte dos participantes não foi capaz de nomear as figuras, sugerindo que há uma independência funcional entre os repertórios do ouvinte e do falante quando se tem em vista repertórios de nomear. Isto pressupõe que a aquisição de uma habilidade não implica na aprendizagem da outra. Estudos como este podem contribuir para que sejam desenvolvidas formas de intervenção e programação de ensino mais efetivas e que proporcionem uma aprendizagem mais rápida no âmbito da linguagem.

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