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"Os principais problemas enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos

 se melhorarmos nossa compreensão do comportamento humano" (Skinner, 1974, p.8)

 

 

Programação XVIII Encontro ABPMC - 2009

MESA REDONDA

Título da mesa: Formulação de casos em Clínica Analítico-comportamental: a importância de avaliar algumas sutilezas no controle por estímulos antecedentes.
Coordenador: Nicodemos  Borges, Universidade São Judas Tadeu - USJT, Núcleo Paradigma
Resumo: A clínica analítico-comportamental tem sofrido fortes mudanças nos últimos anos. Os terapeutas que se intitulam analítico-comportamentais têm apresentado práticas cada vez mais abrangentes de compreensão e intervenção sobre os comportamentos-problema de seus clientes. Todavia, tem se verificado de forma assistemática que, apesar dos terapeutas experientes utilizarem cada vez mais de compreensões que transcendem a tríplice contingência – usualmente entendida como estímulo discriminativo, resposta e consequência –, os terapeutas iniciantes não têm conseguido ampliar seu campo de análise ou, quando o fazem, acreditam estarem exercendo uma prática que foge a compreensão da Análise do Comportamento. É cada vez mais frequente terapeutas analítico-comportamentais experientes discutirem a necessidade de se ensinar ao aprendiz de terapeuta analítico-comportamental a observar outras variáveis que não apenas a tríplice contingência. Diante disso, a presente proposta visa discutir algumas dessas variáveis que devem ser mais bem discriminadas para os aprendizes de terapeuta analítico-comportamental. Mais especificamente, discutir-se-ão algumas variáveis antecendentes importantes a que o aprendiz deve estar atento na formulação de um caso clínico.
 
Autor(es) apresentação 1 :
Lívia  Aureliano, Universidade São Judas Tadeu - USJT, Núcleo Paradigma
Resumo apresentação1 : O conceito de avaliação funcional vem sendo utilizado pela maioria dos terapeutas analítico-comportamentais na tentativa de entender e intervir nos problemas comportamentais. Ou seja, a identificação das variáveis antecedentes e conseqüentes que determinam a instalação e a manutenção dos comportamentos e a intervenção sobre estas variáveis são a tônica principal da prática dos terapeutas. No entanto, Skinner (1953/1998) já chamou a atenção para alguns eventos ambientais que apresentam funções específicas sobre o comportamento e para o fato de que, muitas vezes, a análise das variáveis que são consideradas em uma avaliação funcional não são suficientes para a compreensão efetiva dos comportamentos levados para a clínica. Um destes eventos que participam do processo de determinação de certos padrões comportamentais são as operações estabelecedoras. Muitos autores defendem que a compreensão sobre o papel destes eventos permitirá uma intervenção mais efetiva dos terapeutas sobre as questões levadas à terapia. Dessa maneira, o objetivo desta apresentação é propor uma reflexão, a partir de casos clínicos, sobre a importância de se identificar estas variáveis de controle sobre o comportamento do cliente e os seus benefícios trazidos ao processo terapêutico.
 
Autor(es) apresentação 2 :
Denise  Vilas Boas, Universidade de Fortaleza - UNIFOR
Resumo apresentação 2 : No contexto clínico, tem sido observado cada vez mais que o repertório de autoconceito do cliente é condição que influencia (aumenta ou diminui) a probabilidade de emissão de respostas do cliente e afeta, também, o engajamento na emissão de novas classes de operantes. Os estudos realizados para discutir o desenvolvimento de autoconceito enfatizam que este ocorre por meio do procedimento de equivalência de estímulos. Na Análise do Comportamento, a equivalência de estímulos é usada para explicar a aquisição de comportamentos simbólicos, em que o significado de uma palavra corresponde à classe de estímulos a qual a palavra se tornou equivalente. Dessa forma, o desenvolvimento de autoconceito ocorre por meio de uma rede de relações condicionais entre estímulos arbitrários que estavam relacionados direta ou indiretamente com o nome da pessoa ou com palavras de auto-referência, o que leva à criação de rótulos e categorias em relação a si mesmo. Assim, no contexto clínico, um foco apenas no controle discriminativo e nos processos atuais mantenedores do comportamento pode esconder relações condicionais e inviabilizar a intervenção. Por isso, torna-se fundamental ampliar a leitura para uma contingência de quatro termos para, no caso de autoconceito depreciativo, enfocar a intervenção na destruição da rede de relações que mantém o comportamento-problema. A partir disso, será apresentado um estudo de caso que enfatiza a mudança de autoconceito de uma cliente jovem no decorrer do processo terapêutico.
 
Autor(es) apresentação 3 :
Nicodemos  Borges, Universidade São Judas Tadeu - USJT, Núcleo Paradigma
Resumo apresentação 3 : A clínica analítico-comportamental tem sofrido fortes mudanças nos últimos anos. Os terapeutas que se intitulam analítico-comportamentais têm apresentado práticas cada vez mais abrangentes de compreensão e intervenção sobre os comportamentos-problema de seus clientes. Todavia, tem se verificado de forma assistemática que, apesar do terapeuta experiente utilizar cada vez mais de compreensões que transcendem a tríplice contingência – usualmente entendida como estímulo discriminativo, resposta e consequência –, os terapeutas iniciantes não têm conseguido ampliar seu campo de análise ou, quando o fazem, acreditam estarem exercendo uma prática que foge a compreensão da Análise do Comportamento. É cada vez mais frequente terapeutas analítico-comportamentais experientes discutirem a necessidade de se ensinar ao aprendiz de terapeuta analítico-comportamental a observar outras variáveis que não apenas a tríplice contingência. Diante disso, essa apresentação pretende discutir uma dessas variáveis que deve ser mais bem discriminada para os aprendizes à terapeuta analítico-comportamental. Mais especificamente, visa-se discutir o papel do “prestar atenção” – como controle de estímulos ou como respostas precorrentes – como variável importante a ser considerada na formulação de um caso clínico.

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