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"Os principais problemas enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos

 se melhorarmos nossa compreensão do comportamento humano" (Skinner, 1974, p.8)

 

 

Programação XVIII Encontro ABPMC - 2009

PAINEL

Título do Painel: Análise Funcional da Contribuição da Visita no Ambiente Hospitalar
Autor(es):
Robson Rogério  Soares, UNIA/Anhanguera
Marcia  Corrêa, UNIA/Anhanguera
Resumo: A pesquisa teve como principal objetivo verificar qual a contribuição da visita no ambiente Hospitalar. Os participantes eram de ambos os sexos, com idade variando de 18 a 70 anos e escolaridade variando de ensino fundamental completo a ensino médio completo. O objetivo foi alcançado através de um procedimento que envolveu três etapas: a primeira baseou-se em uma entrevista estruturada com 30 pacientes, com questões relacionadas aos comportamentos esperados dos visitantes. Para eles, os comportamentos de um bom visitante variaram entre emitir palavras positivas (49%), falar sobre Deus (25%), dar notícias boas (13%) e falar sobre a família (13%) enquanto que o visitante ruim era caracterizado por não falar nada (37%), comentar sobre o soro (25%), falar sobre a aparência do paciente (25%) e utilizar palavrões (13%). 74% relatou querer ouvir apenas cosias boas durante a visita. A segunda etapa, com base nas informações coletadas na primeira, apresentou uma palestra de orientação a 264 visitantes. A última etapa, que contou com 20 participantes, consistiu em um questionário semi-estruturado com questões referentes aos comportamentos apresentados pelos visitantes durante o período específico. Houve um aumento de 25 para 50% de declarações de que a visita ajuda os pacientes e de 8 para 25% de respostas de que a visita é boa para conversar, e também de 8 para 25% de que a visita não deixa os pacientes isolados. Além disso, diminuiu de 42 para 17% as respostas de que a visita não ajuda em nada. Para a discussão das informações coletadas foi utilizada a análise funcional, estudando os comportamentos de cada paciente observado na terceira etapa em termos de tríplice contingência. Os resultados demonstraram que a maioria dos pacientes que receberam visitas orientadas apresentou maior relação positiva com o processo de hospitalização e adoecer. Denota-se a necessidade de continuidade desse trabalho, ampliando-o para outros hospitais e contribuindo para que a função da visita seja sempre recompensadora.

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