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"Os principais problemas enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos

 se melhorarmos nossa compreensão do comportamento humano" (Skinner, 1974, p.8)

 

 

Programação XVIII Encontro ABPMC - 2009

PAINEL

Título do Painel: AVALIAÇÃO DE PRESENÇA DE TRANSTORNOS EMOCIONAIS EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DE MEDICINA.
Autor(es):
Priscila  Villa, Clínica Particular
Oswaldo   Longo Jr, Universidade Camilo Castelo Branco - UNICASTELO
Delizabeth  Malavazzi, Universidade Camilo Castelo Branco - UNICASTELO
Resumo: A presença de transtornos emocionais entre universitários pode apontar para um diagnóstico de sintomas que interferem no processo acadêmico. O estudo de respostas emocionais pode indicar a presença de classes de comportamentos inadequados e até mesmo a presença de estímulos ambientais aversivos. A análise comportamental e cognitiva destes transtornos pode indicar meios de desenvolver novas classes de comportamentos. A pesquisa estudou a presença de respostas emocionais em estudantes universitários de medicina através de questionários específicos. Participaram 146 estudantes de um campus universitário do interior do estado de São Paulo. Foi utilizado questionário organizado pelo pesquisador para os aspectos sociais e testes psicológicos como Inventário de Medos Associados à Escola, Inventário de Sintomas de Stress, Inventário Beck de Depressão, Inventário Beck de Ansiedade, Inventário Beck de Sintomas de Desesperança, Questionário de Crenças Irracionais e o Inventário Rathus de Assertividade. Quanto as principais características, 52,74% do sexo feminino, sendo 41,1% do primeiro semestre e 58,9% do segundo. Na Faixa Etária, 45,9% de 19 a 21 anos e 36,3% de 16 a 18 anos. A renda mensal em 69,86% é igual ou superior a dez salários mínimos e 18,5% cinco a nove salários. A etnia predominante foi Branca (84,25%), seguida de Não negros (8,9%), Amarelos (3,43%) e Negros (1,36%). Os principais resultados dos aspectos psicológicos foram 25,5% do total da amostra que apresentou um a dois tipos diferentes de medos escolares, 20,5% com três a quatro, 12% com sete a oito e 18% nenhum medo. Presença de transtorno de Stress em 61% dos casos, sendo 83,9% fase de Resistência e 11,5% fase de Exaustão. Quanto aos sintomas de Depressão 73,24% apresentam Episódio Depressivo Mínimo, 19,72% Episódio Leve e 6,34% com Episódio Moderado. O teste de avaliação de Ansiedade, indicou que 60,57% com Episódio Mínimo, 28,88% Leve e 7,04% Moderado. O inventário de Desesperança indicou 73,97% com desesperança mínima e 15,76% com leve desesperança. A avaliação de Crenças Irracionais indicou três a quatro tipos diferentes em 35%, seguido de 27,98% com cinco a seis e 19,92% com uma a duas crenças irracionais. Quanto a ausência de Assertividade, foram avaliadas trinta diferentes situações e o teste indicou que 19% apresentaram nove a dez situações com inassertividade, 17,52% com onze a doze e 13,14% sete a oito situações. Os dados indicam a necessidade de criação de programas preventivos e de intervenções frente aos sintomas apresentados, além de novas pesquisas para buscar correlacionar dos dados.

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