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Campinas, ,
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"Os principais problemas
enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos
se melhorarmos nossa
compreensão do comportamento humano" (Skinner, 1974, p.8)
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Programação XVIII Encontro ABPMC - 2009
Título da mesa: Aprender com prazer: Análise do arranjo de contingências reforçadoras na educação. |
Coordenador: Simone Martin Oliani, PsicC / Faculdade Pitágoras - Londrina |
Resumo: A tarefa do professor analista do comportamento tem sido de arranjar contingências adequadas no sentido de modelar comportamentos dos alunos para aprender conceitos complexos da ciência do comportamento. A utilização de filmes como recurso didático no ensino de ciências já é um fato que ocorre há diversos anos. Assistir a filmes passou a ser um comportamento reforçado socialmente por diversas culturas, e sabe-se que são eventos reforçadores, pois as pessoas compram, vendem, alugam, se reúnem e imitam os personagens dos filmes. Enfim, as pessoas se comportam em função dos filmes, pois existe reforçamento social suficiente para manter estes comportamentos. Docentes têm trazido este recurso para o ambiente de sala de aula, na tentativa de torná-lo mais reforçador, pois pode apresentar um recorte para permitir visualizar de forma simplificada relações de controle estabelecidas na vida cotidiana. O conceito de Agências Controladoras (Governo e Lei) definido por Skinner em Ciência e Comportamento Humano, por exemplo, pode ser trabalhado utilizando-se o filme “A Vila” como um recurso didático. Outra questão que pode ser trabalhada é na disciplina de psicopatologia. A tarefa de analisar funcionalmente os comportamentos considerados mal adaptados pode ser facilitada se forem utilizados recursos alternativos, tais como os sugeridos pelos alunos do curso de Psicologia: visitas em hospitais psiquiátricos e CAPS, filmes ou cenas de novelas, palestras, documentários, literatura complementar, músicas, poesias, programas de televisão, histórias em quadrinhos, entre outros. Entretanto é importante que o docente mantenha uma postura crítica/analítica sobre o processo de aprender/ensinar. Quais as contingências de reforçamento que se estabelecem nas salas de aulas e nos laboratórios de psicologia experimental? Estas contingências são eficazes para modelar e manter os comportamentos complexos envolvidos na realização de análises funcionais? Quais as responsabilidades e limites do professor? O “professor é um especialista em comportamento humano, cuja tarefa é produzir mudanças extraordinariamente complexas em um material extraordinariamente complexo.” (Skinner, 1972, pág. 244) Tecnologias e recursos modernos podem auxiliar no trabalho do professor, porém o seu uso deve estar alicerçado nas propostas de Skinner para a educação. |
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Autor(es) apresentação 1 :
Paulo Guerra Soares, PsicC / Faculdade Pitágoras - Londrina
Victor Hugo Bassetto, Faculdade Pitágoras - Londrina Mayara Camargo Cavalheiro, Faculdade Pitágoras - Londrina
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Resumo apresentação1 : Uso de filmes como recurso didático para ensino da Análise do Comportamento.
A utilização de filmes como recurso didático no ensino de ciências já é um fato que ocorre há diversos anos. Assistir a filmes passou a ser um comportamento reforçado socialmente por diversas culturas. No Brasil, o cinema se constitui como grande passatempo dos habitantes das cidades grandes desde a década de 1940. O filme passou a fazer parte do ambiente dos brasileiros, e sabe-se que são eventos reforçadores, pois as pessoas compram, vendem, alugam, se reúnem e imitam os personagens dos filmes. Enfim, as pessoas se comportam em função dos filmes, pois existe reforçamento social suficiente para manter estes comportamentos. Docentes têm trazido este recurso para o ambiente de sala de aula, na tentativa de torná-lo mais reforçador. Algumas pesquisas mostram que, no caso do ensino de Análise do Comportamento, a utilização de filmes tem se mostrado interessante na aprendizagem de conceitos por parte dos estudantes. Tais pesquisas, todavia, propõem não a substituição dos recursos didáticos que têm sido tão eficientes há anos, como o laboratório, por exemplo, e sim uma tentativa de tornar o ambiente de sala de aula mais reforçador, utilizando um recurso que produz conseqüências sociais positivas. Os filmes utilizados como recurso didático no ensino de Análise do Comportamento servem de ocasião para reflexões sobre os conceitos desta ciência, tentando evitar que algumas definições behavioristas radicais pareçam simplistas e aumentando a probabilidade de generalização das mesmas para outros contextos. O conceito de Agências Controladoras (Governo e Lei) definido por Skinner em Ciência e Comportamento Humano, por exemplo, pode ser trabalhado utilizando-se o filme como um recurso didático. Uma discussão elaborada sobre o filme “A Vila” permite que os estudantes possam refletir sobre como estas questões podem ser enxergadas em contextos fora da sala de aula. |
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Autor(es) apresentação 2 :
Simone Martin Oliani, PsicC / Faculdade Pitágoras - Londrina
Adriana Sampaio Leite, Faculdade Pitágoras - Londrina
Hellen Carolina de Oliveira, Faculdade Pitágoras - Londrina
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Resumo apresentação 2 : Estratégias Reforçadoras que Propiciam o Prazer de Aprender na Disciplina “Psicopatologia” na Análise do Comportamento.
Para a Análise do Comportamento o conceito de Psicopatologia tem como princípio o modelo de que todo o comportamento é aprendido. Desta maneira, é importante deixar claro que qualquer aprendizagem, seja ela adequada ou não, parte da concepção de que pode ser modificada através de procedimentos que permitam produzir novos repertórios de comportamento a partir de uma análise funcional do mesmo. Partindo dessa definição, o objetivo do presente trabalho foi levantar estratégias possivelmente reforçadoras que favoreçam o aprendizado dos conteúdos propostos pela ementa da disciplina de Psicopatologia na perspectiva da Análise do Comportamento, de modo que o processo de ensino-aprendizagem possa se tornar prazeroso através de reforço positivo. Foi realizada uma pesquisa com alunos do curso de Psicologia a fim de levantar algumas sugestões de estratégias que presumivelmente tornariam a disciplina de Psicopatologia dinâmica e prazerosa. Dentre as alternativas apontadas estavam visitas em hospitais psiquiátricos e CAPS, filmes ou cenas de novelas, palestras, documentários, literatura complementar, músicas, poesias, programas de televisão, histórias em quadrinhos, entre outros. Diante dos resultados obtidos foi possível verificar que os maiores interesses nas estratégias para ilustrar as aulas são as atividades extra classe como visitas a Hospitais Psiquiátricos e CAPS, apresentação de filmes, palestras e documentários. Segundo alguns autores a utilização de outros recursos facilitam o processo de aprendizagem, tornando-o mais dinâmico, interessante e com isso, propiciaria novas formas de expor o conteúdo a ser ensinado aos alunos na disciplina de Psicopatologia.
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Autor(es) apresentação 3 :
João Juliani, Centro Universitário Filadélfia
Marina Tropia Fonseca Carioba Arndt, Centro Universitário Filadélfia
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Resumo apresentação 3 : Pensando “Tecnologia do Ensino” para a sala de aula
Qual é a melhor maneira de ensinar análise funcional do comportamento? Esta questão vem perseguindo os professores das disciplinas que tem como proposta introduzir a análise funcional do comportamento aos alunos dos cursos de psicologia. O trabalho relatado aqui objetiva discutir a proposta de educação de Skinner, apresentada no livro Tecnologia do Ensino, para o ensino das disciplinas relacionadas com a análise do comportamento no curso de Psicologia. Skinner (1972) ao discutir o ensino do comportamento de pensar diz que “se atirarmos um bando de crianças em uma piscina, alguns conseguirão chegar à borda e sair d’água. Podemos sustentar que as ensinamos a nadar, ainda que a maioria nade mal.” (p.112) O que se tem feito nas salas de aulas e nos laboratórios de psicologia experimental pode ser comparado também ao ensino do comportamento de nadar relatado por Skinner. O aluno é atirado na piscina de conceitos e técnicas. O risco que se corre é de o professor não identificar o que o aluno, de fato, está aprendendo. Poucos comportamentos eficazes sobrevivem no repertório do aluno. Quais as contingências de reforçamento que se estabelecem nas salas de aulas e nos laboratórios de psicologia experimental? Estas contingências são eficazes para modelar e manter os comportamentos complexos envolvidos na realização de análises funcionais? Quais as responsabilidades e limites do professor? O “professor é um especialista em comportamento humano, cuja tarefa é produzir mudanças extraordinariamente complexas em um material extraordinariamente complexo.” (Skinner, 1972, pág. 244) Tecnologias e recursos modernos podem auxiliar no trabalho do professor, porém o seu uso deve estar alicerçado nas propostas de Skinner para a educação.
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