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"Os principais problemas enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos

 se melhorarmos nossa compreensão do comportamento humano" (Skinner, 1974, p.8)

 

 

Programação XVIII Encontro ABPMC - 2009

MESA REDONDA

Título da mesa: CIRURGIA BARIÁTRICA: Condutas pré e pós operatórias sob a perspectiva da Análise do Comportamento
Coordenador: daniela  daleffe, napsi
Resumo: A obesidade é atualmente um problema de saúde pública no Brasil e uma epidemia em nível mundial. É definida pelo acúmulo excessivo de tecido adiposo (acima de 30% do peso total do organismo), e desencadeia ou agrava diversos problemas de saúde. Convencionou-se classifica-la através do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), a partir do qual do qual determina-se também o tipo de tratamento. O insucesso em tentativas de redução e manutenção de peso na população de obesos é freqüente, principalmente em casos de obesidade mórbida, o nível mais grave, para os quais um dos tratamentos mais indicados na atualidade é a Cirurgia Bariátrica. Em geral, estudos e relatos de caso mostram uma consistente melhora da qualidade de vida dos pacientes pós-operação bariátrica e melhora de quadros depressivos, ansiosos, alimentares e de insatisfação com a imagem corporal. Entretanto, alguns casos de insucesso indicam a psicoterapia como preventiva no desenvolvimento de autoconhecimento e autocontrole, necessários neste procedimento. O período pré-operatório, de avaliações e preparo para a cirurgia, é o momento em que muitos pacientes procuram o trabalho do analista de comportamento, já que uma avaliação psicológica é pré-requisito para o procedimento cirúrgico. A proposta desta mesa redonda é discutir a atuação do analista do comportamento antes e depois da Cirurgia Bariátrica, que compreende a análise funcional de contingências pré e pós-cirúrgicas, e a descrição de técnicas que podem auxiliar o analista de comportamento em sua conduta nestes momentos distintos. Para tanto, apresentam-se relatos de experiências clínicas individuais e grupal, para caracterizar as variáveis controladoras do comportamento do paciente, sugerindo intervenções analítico-comportamentais a partir da avaliação da exeqüibilidade da cirurgia até a manutenção ponderal após a cirurgia. Para uma análise funcional pormenorizada do comportamento alimentar, apresenta-se o estudo de caso de um atendimento clínico com uma candidata a cirurgia bariátrica, a partir do qual é possível compreender contingências envolvidas no comportamento de comer em excesso, para também propor intervenções bem sucedidas. Descreve-se, por fim, um treino de repertório alimentar adequado às necessidades nutricionais pós cirurgia, e a discriminação das variáveis que controlam o comportamento de não seguir estas instruções, a fim de minimizar conseqüências emocionais e também nutricionais de um repertório alimentar inadequado.
 
Autor(es) apresentação 1 :
Augusto   Amato, Universidade de São Paulo
Resumo apresentação1 : A obesidade e suas conseqüências estão presentes nas queixas de pacientes que procuram à psicoterapia comportamental. O insucesso em tentativas de redução e manutenção de peso é freqüente, principalmente em casos de obesidade mórbida, podendo levar o indivíduo a buscar intervenções cirúrgicas para o emagrecimento. Nesse momento, muitos pacientes procuram o trabalho do analista de comportamento, já que uma avaliação psicológica é pré-requisito para o procedimento cirúrgico. Em geral, estudos e relatos de caso mostram uma consistente melhora da qualidade de vida dos pacientes pós-operação bariátrica e melhora de quadros depressivos, ansiosos, alimentares e de insatisfação com a imagem corporal. Entretanto, alguns casos de insucesso indicam a psicoterapia como preventiva no desenvolvimento de autoconhecimento e autocontrole, necessários neste procedimento. Este trabalho se propõe a descrever técnicas que podem auxiliar o analista de comportamento na análise funcional das contingências pré e pós-cirúrgicas das cirurgias da obesidade, utilizando-se do relato de experiência clínica individual e grupal para caracterizar as variáveis controladoras do comportamento do paciente, sugerindo intervenções analítico-comportamentais a partir da avaliação da exeqüibilidade da cirurgia até a manutenção ponderal após a cirurgia. É possível afirmar que o trabalho do psicólogo não deve restringir-se a um levantamento de transtornos mentais pré-existentes, mas promover conhecimento acerca da funcionalidade do comportamento do indivíduo e desenvolvendo com o paciente a tolerância as estimulações aversivas do processo.
 
Autor(es) apresentação 2 :
Thais   Bezerra, Hospital e Maternidade Celso Pierro, NAPSI
Resumo apresentação 2 : Atualmente a obesidade é considerada um problema de saúde pública no Brasil e uma epidemia a nível mundial. Obesidade é definida por um acúmulo de gordura no tecido adiposo do organismo e traz ou agrava diversos problemas de saúde. O índice de massa corporal é a medida padrão para se avaliar o grau de obesidade, além de ser utilizada para indicação clínica de tratamento. Um dos tratamentos mais indicados para pessoas portadoras de obesidade mórbida, ou seja, que tenham o índice de massa corpórea acima de 40, é a cirurgia bariátrica. O presente trabalho pretende descrever uma análise das contingências envolvidas no comportamento de comer em excesso, sob a ótica da análise do comportamento. Tal descrição será construída a partir da analise de seis sessões de um atendimento clínico com uma candidata a cirurgia bariátrica. A partir de tal análise é possível compreender contingências envolvidas no comportamento de comer em excesso, para também propor intervenções bem sucedidas.
 
Autor(es) apresentação 3 :
daniela  daleffe, NAPSI
Resumo apresentação 3 : Os tratamentos clínicos para a obesidade freqüentemente produzem resultados insatisfatórios, em grande parte pelo uso inadequado dos recursos terapêuticos disponíveis. Isso tem aumentado a procura pela cirurgia bariátrica como solução definitiva para a perda e manutenção do peso dentro dos parâmetros considerados saudáveis. Cirurgia bariátrica é, portanto, um procedimento que se aplica ao tratamento de obesos severos e, devido às modificações anatômicas e metabólicas que provoca no organismo, contribui com a redução do peso corporal tornando-se um instrumento valioso para o restabelecimento da saúde e/ou a prevenção de doenças co-mórbidas à obesidade. No entanto, uma alimentação rigorosamente saudável torna-se necessária para que a ingesta reduzida atenda às necessidades nutricionais em quantidade e qualidade, promovendo a redução ponderal desejada sem acarretar prejuízos ao organismo. Este trabalho relata intervenções aplicadas ao longo de 6 anos de minha atuação como integrante de uma equipe multidisciplinar de cirurgia bariátrica, em clínica privada. Durante este período, foi possível observar que, após o procedimento, a classe de respostas “comer”, tal qual foi modelada e mantida ao longo da vida do indivíduo, passa a produzir conseqüências aversivas, como dor, vômito e sensação de entalo, e que grande parte das queixas apresentadas pelos pacientes como decorrentes da cirurgia bariátrica deve-se à inadequação do comportamento alimentar. Observou-se, também, que o sucesso da cirurgia, a longo prazo, está diretamente relacionado a modificações no padrão alimentar, de maneira que o comportamento de comer seja emitido prioritariamente sob controle de instruções. Sendo assim, desenvolvemos, em equipe, um programa de treinamento de comportamentos adequados ao organismo operado, que contempla modificações na freqüência, na duração e na qualidade das refeições, além do treino de mastigação dos alimentos. Este treino foi executado em conjunto com o serviço de nutrição, que ajustava as instruções às necessidades particulares de cada paciente. Simultaneamente ao treino, e com o objetivo de fortalecer o comportamento de comer sob controle de regras, foram feitas análises de variáveis que controlavam o comportamento de comer em excesso e o comportamento de não seguir as instruções. A partir de então era possível intervir para prevenir comportamentos inadequados, pareando estímulos aversivos aos comportamentos não desejados, e modelando comportamento de seguir instruções, produzindo discriminação entre comportamento de comer e comportamento de comer em excesso e fornecendo reforço social aos comportamentos desejados, estabelecendo uma contingência próxima para o seguimento da regra.

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