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Campinas, ,
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"Os principais problemas
enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos
se melhorarmos nossa
compreensão do comportamento humano" (Skinner, 1974, p.8)
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Programação XVIII Encontro ABPMC - 2009
Título da mesa: RECOMBINAÇÃO DE UNIDADES E EQUIVALÊNCIA DE ESTÍMULOS NO ENSINO DE LEITURA E ESCRITA |
Coordenador: Veronica Bender Haydu, Universidade Estadual de Londrina |
Resumo: No entender dos analistas do comportamento, ler e escrever envolvem diversas habilidades que se apresentam integradas formando uma rede de relações. Ao se estabelecer relações condicionais entre uma parte dos elementos dessa rede, pode-se demonstrar, de acordo com o paradigma da equivalência de estímulos, que emergem relações que não foram diretamente ensinadas. O procedimento de escolha de acordo com o modelo (matching to sample - MTS) tem sido o procedimento mais frequentemente usado para estabelecer as relações condicionais e para testar as relações emergentes. Stromer, Mackay e Stoddard (1992) sugeriram acrescentar à rede de relações a construção de anagramas (CRMTS - do inglês constructed response matching to sample). O procedimento de CRMTS tem-se mostrado bastante útil para o ensino de leitura e escrita, pois ele requer um comportamento específico com relação a cada letra ou sílaba da palavra a ser montada. A fragmentação de palavras em unidades menores (letras ou sílabas) e sua recombinação em novas palavras podem gerar leitura recombinativa. Esse aspecto é muito importante porque palavras novas passam a ser lidas ou escritas, por meio da recombinação das unidades menores que compõem as palavras, não havendo necessidade de ensinar todas as palavras do vocabulário. Essa mesa tem por objetivo discutir trabalhos que empregaram o paradigma de equivalência de estímulos para o ensino de leitura e escrita e/ou que trabalharam com leitura recombinativa. O primeiro estudo investigou se o uso de um jogo de tabuleiro produz a leitura e escrita de algumas palavras (palavras de ensino) e de novas palavras formadas a partir da recombinação das sílabas destas palavras. Partiu-se do princípio de que jogos e brincadeiras podem ser usados ou executados para trabalhar as relações entre palavras impressas, faladas, figuras e conjunto de letras ou sílabas. O segundo estudo ensinou a leitura de palavras e teve como objetivo avaliar um programa coletivo de ensino de leitura de palavras a participantes da Educação de Jovens e Adultos. Foram ensinadas relações condicionais, em condição de ensino coletivo, e foram realizados testes individualizados das seguintes relações: leitura e montagem de palavras ensinadas e de palavras de generalização formadas pela recombinação das sílabas das palavras de ensino. O programa de ensino envolveu ao todo 5 etapas, tendo sido ensinadas 71 palavras e testadas 56 palavras de generalização. Finalmente, o terceiro estudo discute o isomorfismo e outras propriedades de teoria de grafos em equivalência de estímulos e sua aplicação no ensino de libras. |
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Autor(es) apresentação 1 :
Silvia Regina de Souza, Universidade Estadual de Londrina
Maria Martha Costa Hübner, Universidade de São Paulo
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Resumo apresentação1 : Este trabalho teve por objetivo investigar se o uso de um jogo de tabuleiro que ensina as relações entre palavra impressa e conjunto de sílabas, palavra impressa e figura, figura e conjunto de sílabas, palavra impressa e escrita manuscrita, palavra falada e figura, palavra impressa e palavra falada produz a leitura e escrita das palavras ensinadas e de novas palavras formadas a partir da recombinação das sílabas destas palavras. Participaram nove crianças da educação infantil, divididas em três grupos com três crianças cada. As crianças tinham idade entre 5 e 6 anos e freqüentavam uma escola da rede municipal de uma cidade do Brasil. A intervenção foi realizada em momentos diferentes com cada grupo de crianças, seguindo-se um delineamento de linha de base múltipla entre grupos. O trabalho foi realizado em cinco etapas (pré-teste, intervenção, pós-teste, pós-teste final e follow-up). No pré-teste testaram-se as relações entre palavra impressa e palavra falada pela criança, entre palavra falada e conjunto de sílabas, entre palavra falada e escrita manuscrita e entre figura e palavra impressa. Em seguida realizaram-se quinze sessões de intervenção que consistiram em sessões com o jogo de tabuleiro. Finalmente, as mesmas relações testadas no pré-teste foram novamente avaliadas (pós-teste e pós-teste final). Os resultados mostraram que houve aumento no número de palavras de ensino corretamente lidas pelas crianças, no número de sílabas das palavras de ensino corretamente selecionadas, no número de emparelhamentos corretos entre figura e palavras de ensino e no número de sílabas das palavras de ensino corretamente escritas pelas crianças. Embora as crianças não tenham sido capazes de escrever corretamente palavras formadas pela recombinação das palavras de ensino, observa-se um aumento no número de sílabas corretamente selecionadas por elas (relação entre palavra falada e conjunto de sílabas). Os resultados obtidos sugerem a efetividade do jogo para o ensino das relações avaliadas neste estudo e a necessidade de futuras investigações. |
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Autor(es) apresentação 2 :
Veônica Bender Haydu, Universidade Estadual de Londrina
Edneli Natália Ferreira da Costa, Universidade Estadual de Londrina
Vanessa Peter Signorini, Universidade Estadual de Londrina
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Resumo apresentação 2 : O paradigma da equivalência de estímulos tem sido aplicado ao ensino de diversas habilidades acadêmicas, mas de forma especial ao ensino de leitura. No entanto, os programas de ensino são, de forma geral, desenvolvidos em situação individualizada e não coletiva. Este estudo visou avaliar um programa de ensino de leitura de palavras aplicado em situação coletiva em que as relações emergentes eram testadas em situação individual. Participaram do estudo 9 estudantes da Educação de Jovens e Adultos com idades variando de 17 a 60 anos. Inicialmente, foi realizado um pré-teste de leitura individualizado que permitiu selecionar os participantes. Em seguida, foi aplicado o programa de ensino, com sessões coletivas de ensino das relações entre palavra ditada e palavra impressa, e a construção de anagrama diante da palavra impressa. Após o ensino de cada palavra nova, eram testadas individualmente as relações emergentes. Ao completar uma etapa que envolvia o ensino de 9 a 17 palavras (número de palavras foi aumentado ao longo das etapas), era aplicado um teste com as palavras de ensino e palavras generalização (8 a 12 dependendo da etapa). A maioria dos participantes, com exceção de dois, apresentaram desempenho superiores a 90% na nomeação das palavras impressas (leitura), na escolha da figura diante da palavra impressa e da escolha da palavra impressa diante da figura. Eles apresentavam erros ocasionais, que podem ser atribuídos a distrações ou eventuais respostas controladas por uma sílaba da palavra e não pela palavra completa. O desempenho de duas participantes diminuiu nas duas últimas etapas em que foram introduzidas palavras com um maior número de dificuldades da língua. Um dos participantes que não atingiu 905 de acertos requereu treino adicional para discriminar a posição das letras e a seqüência em que as palavras devem ser lidas. Conclui-se que o modelo de ensino baseado no paradigma da equivalência de estímulos pode ser aplicado em situação coletiva no ensino de jovens e adultos, mas que o tempo e o custo dos testes individualizados tornam o programa pouco viável para ser usado nas salas de aula regulares, com um número de alunos superior a 10 e apenas uma professora em sala. Discute-se a possibilidade de se ensinar também uma parte das relações emergentes, a fim de diminuir o tempo gasto com os testes. |
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Autor(es) apresentação 3 :
Celso Socorro Oliveira, Universidade Estadual Paulista - UNESP
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Resumo apresentação 3 : A literatura aponta para “Sign Writing” (sinal impresso) como mais um conjunto de símbolos a serem ensinados com LIBRAS – Lingua Brasileira de Sinais. O uso de Matching-to-Sample, paradigma de Equivalência e Teoria de Conjuntos é largamente apontado como possibilidade de uso em Ensino Informatizado. Outra possibilidade seria utilizar Teoria de Grafos para tratar esses problemas como Grafos (G), compostos de três elementos: um conjunto de nós N, um de arcos A e o de relações Psi (ψ) que associam pares de nós de N a um arco de A. Devido à sua peculiaridade, alguns Grafos recebem nomes especiais tais como: Grafo Trivial, único nó; Grafo Conexo com nós conexos; Grafo Acíclico sem ciclos e Grafo Tipo Árvore, Conexo e Acíclico. O papel do Matching-To-Sample (MTS) na emergência da equivalência é o de operar a construção de Grafos intermediários e final, através da adição sucessiva de nó, arco ao grafo existente. Os artigos de Equivalência indicam a inicialização do procedimento por um conjunto de estímulos-amostra inicial (conjunto A). A Operação MTS seria interpretada como uma operação que associa nó do conjunto B ao conjunto A no arco AB, pela relação Psi (A, B), representado na literatura como uma linha continua que liga dois conjuntos, relação treinada AB. O Grafo G’ resultante é AB. A re-aplicação da operação tem duas variantes: em alguns artigos o operador MTS treina a relação BC, em outros a AC, mas em ambos, ocorre inserção de um arco e um nó, tornando o grafo resultante em ABC, contendo três nós e dois arcos. Todos os grafos resultantes da operação, independentemente do número de conjuntos, contem o número de arcos inferior ao número de conjuntos em uma unidade. Essa propriedade é tipificada em Teoria de Grafos para o grafo tipo Árvore. Então, por construção, o MTS resultará sempre em uma árvore e onde arcos terão um elemento menos que o número de conjuntos. A Emergência seria definida como o caminho que utiliza as relações treinadas. Como só existe um caminho entre quaisquer dois nós na árvore, então início e fim do caminho são mostrados como relações emergentes nos diagramas de Sidman. O presente estudo considerou ordens de ensino diferenciada dos conjuntos sinais, texto, figura e sinal impresso, não obtendo resultados diferenciados entre os participantes. Tal propriedade pode ser explicada por isomorfismo, onde grafos semelhantes se comportam de forma semelhante desde que os estímulos sejam de mesma natureza. |
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