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"Os principais problemas enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos

 se melhorarmos nossa compreensão do comportamento humano" (Skinner, 1974, p.8)

 

 

Programação XVIII Encontro ABPMC - 2009

PALESTRA

Título da Palestra: A auto-edição sob controle da audiência preconceituosa
Autor(es):
Elizeu  Borloti, UFES/USP/COMPOR AEC
Martha  Hubner, USP
Felipe  Pimentel, UFES/FAVI/COMPOR AEC
Resumo: A auto-edição verbal é definida como um conjunto de ações do falante (em geral encobertas) que mostra a modificação do seu próprio comportamento verbal, ou dos seus produtos, de modo a modificar os seus efeitos sobre o ouvinte (Skinner, 1957, p. 369). O falante produz uma resposta verbal e reage a ela de modo similar a como o ouvinte reagiria e isto é observado com mais facilidade no comportamento verbal escrito. O objetivo deste estudo é analisar o efeito do controle pela audiência sobre a auto-edição de respostas verbais escritas em dois episódios verbais contendo respostas verbais com propriedades preconceituosas. No primeiro episódio, foram participantes um padre Católico e um pastor Batista; no segundo, um homossexual e um heterossexual. O procedimento consistiu em evocar respostas verbais do repertório dos participantes a partir de tópicos relacionados aos dogmas das religiões Católica e Batista e aos direitos dos homossexuais. Os episódios verbais contínuos foram gravados pelo software Self-Editing 1.0, que permite obter dados sobre quantidade e qualidade dos operantes verbais auto-editados. A análise consistiu em descrever a função dos discursos dos participantes a partir da análise funcional-comportamental: operantes básicos, elos intraverbais, moldura autoclítica e controles sobre o comportamento de interpretar (dos pesquisadores). Os resultados mostram que o debate religioso divergente controla auto-edições nas sentenças e mais tempo de elaboração verbal que culmina com publicações de respostas autoclíticas manipulativas. O debate sobre direitos dos homossexuais foi marcado pelo viés religioso, apresentado com autoclíticos descritos e manipulativos e manifestação de estados emocionais eliciados pela audiência negativa. A conclusão aponta para uma operacionalização do preconceito no comportamento verbal: o falante categoriza comportamentos diferentes e os inclui ou os exclui de classes de outros estímulos contextuais em relações de equivalência e relações derivadas a partir das categorias verbais definidoras do preconceito.

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