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"Os principais problemas enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos

 se melhorarmos nossa compreensão do comportamento humano" (Skinner, 1974, p.8)

 

 

Programação XVIII Encontro ABPMC - 2009

MESA REDONDA

Título da mesa: Análise do Comportamento em estudos envolvendo idosos com ou sem Alzheimer: revisão e novas propostas
Coordenador: Priscila  Benitez,
Resumo: O presente trabalho tem o objetivo de discutir as principais contribuições da Análise do Comportamento para compreensão dos fenômenos relacionados ao envelhecimento normal e a Doença de Alzheimer e apresentar duas propostas recentes de trabalho com ambas populações (idosos com e sem alterações cognitivas). O primeiro dos trabalhos é composto por uma revisão em periódicos considerados ícones na Análise do Comportamento: Journal of Applied Behavior Analysis (JABA), Journal of the Experimental Analysis of Behavior (JEAB), Revista Brasileira de Análise do Comportamento (REBAC) e Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, buscando estudos relacionados com o tema do envelhecimento. O segundo apresenta os procedimentos e resultados obtidos na formação de classes equivalentes com uma população idosa sem alteração cognitiva em tarefas de emparelhamento com o modelo. Por fim, o terceiro estudo se refere a uma proposta de trabalho visando a formação de classes simbólicas entre nomes e faces em idosos diagnosticados com Doença de Alzheimer. Tendo em vista o envelhecimento da população e a alta prevalência de Alzheimer entre idosos, acredita-se que a Análise do Comportamento pode contribuir tanto na elaboração de procedimentos de ensino e estratégias de estimulação cognitiva quanto no conhecimento do fenômeno do envelhecimento.
 
Autor(es) apresentação 1 :
Isabela   Zaine, Ufscar
Priscila  Benitez, Ufscar
Camila  Domeniconi, Ufscar
Resumo apresentação1 : LEVANTAMENTO DE PESQUISAS ENVOLVENDO IDOSOS COM OU SEM DIAGNÓSTICO DE ALZHEIMER NA ANÁLISE DO COMPORTAMENTO Tentativas de entender o envelhecimento, bem como suas particularidades são de grande importância para lidar com a realidade sócio demográfica atual, que tem experimentado um aumento na expectativa de vida e, conseqüentemente, um aumento no número de indivíduos com mais de 65 anos de idade. Dentre as várias alterações fisiológicas decorrentes desse processo, muitas áreas de conhecimento têm se dedicado a estudos acerca da doença de Alzheimer, uma doença degenerativa, progressiva, que compromete o cérebro causando: amnésia, afasia, apraxia e agnosia. Nesse sentido, este trabalho teve como objetivo verificar contribuições da análise do comportamento em pesquisas voltadas para idosos com ou sem diagnóstico de Alzheimer, a partir do levantamento bibliográfico sistemático em quatro revistas comportamentais de grande destaque: Journal of Applied Behavior Analysis (JABA), Journal of the Experimental Analysis of Behavior (JEAB), Revista Brasileira de Análise do Comportamento (REBAC) e Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva. A pesquisa foi realizada por meio de palavras-chaves: envelhecimento, idoso, Alzheimer, elderly, e senior. Foram encontrados 20 artigos no período de 1978 a 2007, todos publicados no JABA, os quais tiveram seus resumos lidos e classificados conforme o objetivo e procedimento. Verificou-se que 5% (n=1) apresentaram revisão da literatura; 10% (n=2) desenvolveram treinamentos com os cuidadores; 15% (n=3) objetivaram diminuir comportamentos indesejáveis; 15% (n=3) avaliaram o impacto do enriquecimento do ambiente no qual o idoso estava inserido; 15% (n=3) analisaram programas de informação de serviços a idosos. Outros 20% (n= 4) apontaram tentativas para incrementar comportamentos relacionados com segurança e aumento da independência em idosos com ou sem comprometimento cognitivo; 20% (n=4) realizaram treinamento de habilidades para aumentar a interação positiva entre idosos e outros idosos e idosos e cuidadores. Deste contingente, apenas 15% (n=3) dos estudos trataram sobre as questões da doença de Alzheimer. Os resultados apontaram o quanto é reduzido o número de estudos que envolvem idosos na Psicologia Comportamental, em especial no tocante da doença de Alzheimer e que são necessárias maiores aproximações da Análise do Comportamento à esta temática, em especial na literatura nacional que se apresentou bastante incipiente sobre o assunto. Sugere-se que sejam investigados outros periódicos da Análise do Comportamento a fim de verificar contribuições para este tipo de população.
 
Autor(es) apresentação 2 :
Natalia Maria  Aggio, Ufscar
Leilane Leilane Cristine Krutzfeldt   Antoniazzi,
Camila  Domeniconi, Ufscar
Resumo apresentação 2 : Formação de classes equivalentes em idosos sem perdas cognitivas A proposição do paradigma de equivalência de estímulos teve início na década de 1970, tendo sido formalmente concluída na década de 80 com Sidman e colaboradores. A partir dos estudos iniciais, várias outras investigações passaram a ser conduzidas com o objetivo de determinar as condições sob as quais classes de equivalência de estímulos podem ser estabelecidas e mantidas. Dentre as variáveis apontadas como facilitadoras da formação de classes equivalentes estão a estrutura de treino Comparação como Modelo (CaN) e o treino do simples para o complexo onde uma nova relação só é treina quando a relação anterior já foi testada. O objetivo do presente estudo então foi verificar empiricamente a eficácia de um treino de discriminações condicionais planejado com a estrutura CaN e arranjo do “simples para o complexo” para a emergência de relações equivalentes em um grupo de três idosos. A área carece de estudos com a populaçao idosa que pode se beneficiar de procedimentos de ensino bem planejados que propiciem incremento do repertório de forma rápida e com o mínimo de erros. Participaram da pesquisa três idosos com 76, 82 e 83 anos que não apresentavam perdas cognitivas. O procedimento de escolha-de-acordo-com-modelo foi utilizado para ensinar 3 classes de estímulos equivalentes compostas por 3 estímulos não familiares. De maneira geral os resultados apontam para uma fase de treino relativamente curta e um desempenho satisfatório nos Teste Misto, que envolviam as relações treinadas e emergentes. Todos os participantes apresentaram porcentagem de acertos entre 83% e 98% no teste das relações treinadas e emergentes. Pode-se concluir, com base nos dados obtidos, que as manipulações realizadas foram facilitadoras para a formação de classes, visto a alta porcentagem de acertos no Teste Misto.
 
Autor(es) apresentação 3 :
Marcela   Takahaji, Ufscar
Evelise Juliana  Bonatti, Ufscar
Camila  Domeniconi, Ufscar
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Resumo apresentação 3 : Ensino de relações simbólicas em idosos com Alzheimer A doença de Alzheimer é considerada como a fonte de alteração cognitiva mais prevalente em pessoas idosas, com comprometimentos tais como afasia, apraxia e agnosia. Afirma-se que os indivíduos com Alzheimer perdem a capacidade para aprender coisas novas e esquecem as que já sabiam. Acredita-se que apesar das dificuldades que participantes com diagnóstico de Alzheimer podem apresentar para emitir o comportamento de lembrar, segundo os pressupostos da Análise do Comportamento algumas relações podem ser recuperadas por meio da manipulação de estímulos. Neste sentido, o presente estudo visou investigar o potencial tecnológico de intervenção do emparelhamento com o modelo, extensamente utilizados na literatura como procedimentos de ensino eficazes para diversas populações no ensino de relações simbólicas a três idosos com Alzheimer. Foi utilizado um computador para apresentar os estímulos que foram fotos de pessoas desconhecidas e nomes inventados. No procedimento, um estímulo modelo foi apresentado e o participante teve que escolher um dos estímulos de comparação (fotos de pessoas desconhecidas) que apareceram na tela juntamente com o modelo (nome impresso ou falado). Durante os treinos foram fornecidas conseqüências diferenciais para acertos e erros. Os resultados apontaram para uma aprendizagem de nomes e rostos novos. As porcentagens de acertos foram em média de 90%, com treinos relativamente curtos, com pouca exposição a erros. O procedimento pareceu adequado para o ensino proposto com a população diagnosticada com Alzheimer. Para continuidade propõe-se a realização de treinos com os mesmos parâmetros, agora com fotos de parentes e colegas cujos nomes tenham sido esquecidos pelo idoso com Alzheimer.

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