Resumo: Essa pesquisa faz parte de uma atuação do curso de Psicologia (Faculdade Sant’Ana), no Projeto Extensão Consulta Puerperal de Enfermagem (curso de Enfermagem - UEPG). O objetivo foi investigar características de mães no puerpério imediato e mediato - 0 a 3 dias após o parto - internadas pelo SUS numa Maternidade em Ponta Grossa, e comparar com características de mães no puerpério tardio - 15 dias de pós-parto - assistidas pelo SUS na Unidade de Saúde Central. As entrevistas, contendo 12 questões abertas, foram realizadas com 80 mães (50 na maternidade e 30 na unidade), de idade entre 15 e 40 anos. Houve participação de mães em primeira gestação (38%), segunda (29%) e terceira ou mais (33%). Quase todas as participantes, de ambos os locais de pesquisa, relataram que moram com parceiro (média de 82%), mas recebem auxílio nos cuidados com o bebê dos seus pais (média de 49%). Os sentimentos experimentados na descoberta da gravidez não se diferenciaram muito entre as mães dos dois momentos do puerpério: a maioria respondeu sentir alegria (38% maternidade e 40% Unidade) e surpresa (26% na maternidade e 33%). Poucas relataram vivenciar medo (11% na maternidade). As respostas sobre a dificuldade no cuidado com o bebê se diversificaram entre as mães. Dividir a atenção com outros filhos ou familiares foi a resposta mais (23% na maternidade e 26% na Unidade). A dificuldade com amamentação apareceu apenas na Unidade, manifestada por 63% das mães. A diferença maior entre os dois momentos do puerpério apareceu na questão sobre sentimentos no pós-parto. Entre as participantes do puerpério imediato e mediato prevaleceu a resposta “não sentir nada” (53%), o que ocorreu apenas em 18 % no puerpério tardio. Nesse período, as mães relataram uma variedade de sentimentos, como irritação (9%), carência (4%), tristeza (13%), choro com muita facilidade (27%). Esse trabalho se caracterizou como exploratório e apresentou algumas limitações, levando à verificação de necessidade da reformulação do instrumento de pesquisa. De todo modo, foi possível observar algumas diferenças emocionais no pós-parto entre as mães que ainda estão internadas no hospital e aquelas que já estão em suas casas experimentando as novidades do cotidiano de ser mãe. Pretende-se dar continuidade na pesquisa em vista da importância das contribuições da Psicologia para analisar e orientar mulheres que passam pelo período puerperal, visando beneficiar as mães nesse momento e prevenir desequilíbrios emocionais. |