Resumo: O atendimento infantil, baseado no referencial da Análise do Comportamento, vem se modificando ao longo do tempo, de acordo com as demandas sociais e avanços teórico-conceituais e/ou empíricos da área.
Assim, as primeiras intervenções adotavam o denominado “modelo triádico”, formato no qual o terapeuta trabalhava indiretamente com a criança, através de sua atuação junto a pais, professores e outros agentes que tinham, estes sim, contato direto com a criança.
A partir deste modelo original, muitas mudanças se processaram: a criança chegou ao consultório, passando o analista do comportamento a atuar diretamente junto a ela.
Entretanto, o trabalho com pais, professores e demais pessoas envolvidas com a criança, bem como a intervenção direta em ambiente “natural” não desapareceram. Ao contrário, temos observado uma diversificação acentuada nos agentes e contextos que sofrem intervenção direta do profissional, bem como na forma como ocorre sua inserção no processo de Terapia Infantil.
A tendência parece ser a de uma abordagem molar ao estudo do comportamento, abordagem esta que procura considerar o máximo possível de variáveis e contingências determinantes do comportamento que é, por natureza, um fenômeno complexo e multideterminado.
A partir destas constatações, a presente palestra se propõe a identificar e analisar o propósito, a dinâmica e as dificuldades das intervenções feitas diretamente com a criança e com outros agentes e contextos com os quais ela se relaciona. Será dada especial ênfase ao trabalho junto à família (pais e/ou outros cuidadores), junto à escola (professores, orientadores etc) e a outros profissionais (médicos, fonoaudiólogos, pedagogos, professores particulares etc) além, é claro, da atuação direta com a criança.
A tese subjacente é que a chance de sucesso do analista do comportamento que atua em terapia infantil é proporcional à abrangência de sua análise e atuação, bem como à integração obtida entre os diversos agentes e contextos relevantes.
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