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"Os principais problemas enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos

 se melhorarmos nossa compreensão do comportamento humano" (Skinner, 1974, p.8)

 

 

Programação XVIII Encontro ABPMC - 2009

PAINEL

Título do Painel: TRANSTORNO DO HUMOR BIPOLAR: REFLEXÕES SOBRE SUPORTE PSICOLÓGICO GRUPAL PELA PERSPECTIVA DA ANÁLISE DO COMPORTAMENTO
Autor(es):
Fabiana   Curado,
Juciara   Teixeira,
Lauriane  Moreira,
Marília  Pahim,
João  Maciel,
Resumo: Diante da percepção, através da prática clínica, da significativa demanda de pessoas diagnosticadas na cidade de Palmas – TO com Transtorno do Humor Bipolar (THB), idealizou-se uma proposta de atendimento psicológico grupal. O objetivo deste estudo foi explorar teoricamente acerca de possibilidades de atendimento grupal direcionadas às pessoas com Transtorno do Humor Bipolar, embasando-se pela perspectiva da Análise do Comportamento. Nesse transtorno ocorre uma perturbação do humor, que oscila entre a mania ou hipomania (elevação do humor e aumento de energia e atividade) e a depressão (rebaixamento de humor e diminuição de energia e atividade). Essa classificação é importante para que se possa compreender que existem diversas pessoas apresentando um conjunto de comportamentos semelhantes, nomeada de bipolares. Contudo, como qualquer análise comportamental que se faça, tais comportamentos são fruto do contexto, e é a partir desse olhar que deve-se pautar qualquer teorização e intervenção para as pessoas diagnosticadas com THB. Nascemos carregados de características genéticas que influenciarão no nosso modo de ser, porém tão importante quanto a genética é a interação do organismo com o meio em que vive, sendo essa combinação que faz o indivíduo. Na atualidade, a influência ambiental natural está potencializada por meio de grandes cargas de estímulos e novidades decorrentes da aceleração da sociedade, permeada pelos avanços tecnológicos e pelas exigências progressivas do mundo capitalista, contexto em que estamos expostos diariamente e que pode explicar em parte a crescente incidência do THB. No que se refere ao processo psicoterapêutico, pessoas com THB encaminhadas são trabalhadas de maneira semelhante às pessoas que não dispõem de comportamentos peculiares ao referido transtorno. Observou-se que o tratamento possui melhores resultados quando voltado para o manejo de comportamentos característicos e dos estímulos atuais em detrimento da busca por causas passadas e/ou genéticas. Diante disso, a terapia de cunho analítico comportamental pode ser muito apropriada, uma vez que considera o organismo como um todo interagindo com o ambiente. A terapia grupal trás benefícios, como: momento em que a presença de mais pessoas pode ser uma fonte adicional de reforçamento; esperança da própria melhora através da melhora do outro membro; auxílio no monitoramento dos objetivos terapêuticos entre os membros do grupo; a percepção de que existem outras pessoas com os mesmos problemas. Portanto, percebeu-se também que intervenções grupais podem trazer benefícios que extrapolam o alcançado nos atendimentos individuais, o que facilita o enfrentamento dos sintomas decorrentes do THB.

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