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"Os principais problemas enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos

 se melhorarmos nossa compreensão do comportamento humano" (Skinner, 1974, p.8)

 

 

Programação XVIII Encontro ABPMC - 2009

PAINEL

Título do Painel: Programa de ensino de identificação de categorias estruturais de histórias implícitas na narrativa.
Autor(es):
Ariana Góes  Oliveira, Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
Carmen Silvia Motta  Bandini, Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
Ana Carolina  Sella, Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
Heloisa Helena Motta  Bandini, Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
Daniela Mendonça  Ribeiro,
Resumo: O comportamento de contar histórias tem sido apontado na literatura como um comportamento relevante para o desenvolvimento do indivíduo em contextos sociais e escolares. De uma forma geral, este comportamento é aprendido ao longo de experiências cotidianas, contudo pode e deve ser ensinado diretamente se o objetivo é um desempenho satisfatório. Estudos afirmam que a aprendizagem deste comportamento é facilitada com a aprendizagem das categorias estruturais de histórias (Cenário, Tema, Enredo, Resolução e Seqüência de uma história). Partindo-se da importância do comportamento de contar histórias e da necessidade de procedimentos de ensino eficientes deste comportamento, este estudo teve por objetivo ensinar a identificação de categorias estruturais de histórias quando estas apareciam de forma implícita na narrativa. Participaram deste estudo seis crianças, três meninos e três meninas, entre 11 e 12 anos. Realizou-se um pré-teste inicial constituído por uma história lida pelo experimentador e por seis questões de múltipla escolha referentes à mesma. Cada questão era composta por quatro alternativas que correspondiam às categorias estruturais, mas somente uma era correta em relação à pergunta apresentada. O mesmo teste foi reaplicado como pós-teste, após o ensino de cada categoria, porém sempre com novas histórias. O ensino foi divido em duas etapas. Na primeira, a experimentadora definia para o participante a categoria estrutural a ser ensinada e identificava, junto com o participante, tal categoria em uma história exemplo. Na segunda, a experimentadora lia uma nova história para o participante e pedia que ele identificasse a categoria estrutural em questão utilizando um Protocolo de Treino com cinco questões de múltipla escolha, com quatro alternativas cada. O participante que obtivesse 100% de acertos nas questões de múltipla escolha, em duas histórias consecutivas, era exposto ao pós-teste daquela categoria. O ensino de uma nova categoria somente era iniciado se, no pós-teste, o participante tivesse 100% de acertos nas categorias ensinadas. Erros nestas categorias levavam ao seu re-treino. O procedimento de ensino mostrou-se eficiente, pois os participantes atingiram o critério com a apresentação de apenas duas ou três histórias na maioria das categorias ensinadas. Observou-se também que o ensino de uma categoria não garantiu o aprendizado das demais. Sendo assim, pode-se inferir que procedimentos de ensino do comportamento de contar histórias devem contemplar cada uma das categorias estruturais de história separadamente. Estudos como este podem contribuir para o desenvolvimento de procedimentos de ensino mais eficientes, minimizando o risco do fracasso de crianças nesta habilidade.

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