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"Os principais problemas enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos

 se melhorarmos nossa compreensão do comportamento humano" (Skinner, 1974, p.8)

 

 

Programação XVIII Encontro ABPMC - 2009

PALESTRA

Título da Palestra: Driblando a extinção: um programa de pesquisa para avaliar relações de equivalência sob condições de reforçamento
Autor(es):
Gerson  Tomanari, Universidade de São Paulo
Miriam  Garcia-Mijares, Universidade de São Paulo
Saulo  Velasco, Universidade de São Paulo
Resumo: A demonstração da formação de classes de equivalência é dificultada pela ausência de reforçamento que vigora nos testes que avaliam a emergência de relações condicionais derivadas do treino prévio, em particular quando se trata de sujeitos infra-humanos e humanos com desenvolvimento atípico. Em nosso laboratório, conduzimos um programa de pesquisa com o objetivo de desenvolver procedimentos para avaliar a formação de classes de equivalência sob condições de reforçamento diferencial. Dentre os objetivos que propomos alcançar, estão a produção de tecnologia comportamental para o ensino de repertórios simbólicos em humanos, em especial a populações em que os testes em extinção imprimem dificuldades, bem como a investigação dos requisitos ontogenéticos e, possivelmente, filogenéticos, da formação de classes de estímulos equivalentes em infra-humanos. Três experimentos recentemente concluídos e um quarto em andamento exemplificam esses esforços. Os dois primeiros, projetados para testar simetria e transitividade em humanos adultos, serviram para avaliar e refinar a metodologia proposta sob condições favoráveis à demonstração de equivalência. Estabelecidos esses fundamentos, os experimentos seguintes foram realizados com pombos. Em termos gerais, os procedimentos seguem a estratégia descrita a seguir. Para avaliar simetria, o sujeito é inicialmente treinado em uma linha de base de relações condicionais (e.g., AB e CD). Posteriormente, dois conjuntos de relações condicionais são adicionalmente treinados: um constituído das contrapartes simétricas de relações da linha de base (BA e CD), o outro de relações não simétricas formadas pela recombinação de estímulos da linha de base (DA e BC). Desempenhos mais precisos no conjunto de relações simétricas em comparação ao de relações inéditas sugerem um controle condicional por simetria. A mesma lógica é empregada para avaliar transitividade. Nesse caso, estabelecida uma linha de base de relações condicionais (e.g., AB-BC e DE-EF), o sujeito é exposto ao reforçamento de relações transitivas (AC e DF) e não transitivas (DC e AF) em relação à linha de base. Em termos de resultados, os participantes humanos, com muita clareza e sistematicidade, distinguem o responder nas relações simétricas e transitivas das demais, tanto nos momentos iniciais do treino quanto ao longo de todo seu curso. Esses achados, portanto, demonstram a efetividade do procedimento em avaliar relações que compõem classes de equivalência. No que diz respeito aos experimentos com pombos, os resultados são bastante promissores, ainda que menos contundentes do que os encontrados em humanos adultos. No conjunto, portanto, esse programa de pesquisa está cumprindo os seus objetivos de produzir procedimentos que possibilitem a demonstração de equivalência em infra-humanos e, sobretudo, possam estabelecer eficientemente repertórios simbólicos em pessoas com desenvolvimento atípico e funcionamento lingüístico deficiente.

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