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"Os principais problemas enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos

 se melhorarmos nossa compreensão do comportamento humano" (Skinner, 1974, p.8)

 

 

Programação XVIII Encontro ABPMC - 2009

PAINEL

Título do Painel: Impacto da Psicoeducação na Recuperação Sintomática e Funcional dos Pacientes Bipolares
Autor(es):
Karina  Pellegrinelli, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
Paulo Celso  Sant Ana, Universidade Federal de São João Del Rei
Mirelle  Lauret, Universidade Federal de São João Del Rei
Mário  Andrade, Universidade Federal de São João Del Rei
Marina  Bandeira, Universidade Federal de São João Del Rei
Ricardo  Moreno, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
Resumo: O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) é uma doença cujo tratamento é prioritariamente medicamentoso. Porém, nos últimos anos, estudos tem sido desenvolvidos evidenciando que o tratamento combinado do TAB com intervenções psicossociais, como a terapia cognitivo-comportamental e a psicoeducação, promove o aumento da adesão ao tratamento e melhora o desfecho da doença em longo prazo. A psicoeducação, em particular, possui as vantagens de ter menor custo, ser de fácil aplicação e de abranger mais pacientes. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar o impacto da psicoeducação na recuperação sintomática e funcional de pacientes bipolares. Foi realizado um estudo randomizado controlado com 53 pacientes portadores de TAB I, II ou SOE, de acordo com os critérios do DSM-IV TR; eutímicos (HDHS-17≤7 e YMRS≤6), em acompanhamento psiquiátrico particular, no GRUDA do IPq HC FMUSP, no CAPS, ou ainda no Núcleo de Saúde Mental da cidade de São João Del Rei – MG. Os sujeitos foram pareados segundo sexo, idade, estado civil, escolaridade, idade de inicio da doença, número de episódios anteriores, e distribuídos nos grupos por sorteio (cara e coroa) de maneira a formar grupos homogêneos. O grupo experimental foi composto de 30 pacientes que receberam a intervenção psicoeducacional. O grupo controle foi composto de 23 pacientes que receberam encontros “placebo”, através de treinamento em relaxamento sem psicoeducação. Ambos os grupos tiveram 16 encontros, com 90 minutos cada. Os instrumentos de avaliação foram aplicados no início, no meio e no fim do tratamento; e no seguimento de seis e doze meses. As escalas utilizadas para avaliar a recuperação sintomática foram: YMRS (mania) e HDRS (depressão); para avaliar a recuperação funcional foram: WHOQOL-Bref e Escala de Adequação Social - EAS. HDRS mostrou diminuição dos sintomas depressivos logo após o tratamento, em ambos os grupos. Os sintomas de mania, avaliados pela escala de Young, diminuíram no GE e mantiveram-se no GC. Os resultados da WHOQOL- Bref, não indicaram diferença significativa ao longo do tempo e entre os grupos. Já os resultados da EAS indicaram uma melhora significativa da qualidade de vida do GE comparado ao GC. A análise dos dados da EAS, parece evidenciar um impacto positivo do tratamento de psicoeducação na qualidade de vida, especialmente no funcionamento social dos sujeitos do GE, ao longo do tempo e comparado ao GC.

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