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"Os principais problemas enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos

 se melhorarmos nossa compreensão do comportamento humano" (Skinner, 1974, p.8)

 

 

Programação XVIII Encontro ABPMC - 2009

PAINEL

Título do Painel: GRUPO DE PAIS ENLUTADOS: INTERVENÇÕES EM ORGANIZAÇÃO NÃO-GOVERNAMENTAL
Autor(es):
Glaucia  Ghirardini, Universidade Estadual Paulista/FC/Departamento de Psicologia – Bauru, SP
Denize  Ribeiro, Universidade Estadual Paulista/FC/Departamento de Psicologia – Bauru, SP
Alessandra  Andrade-Lopes, Universidade Estadual Paulista/FC/Departamento de Psicologia – Bauru, SP
Resumo: O presente relato de estudo apresenta a proposta e os resultados parciais de intervenção da Psicologia da Morte e da Terapia do Luto, junto a um grupo de pais enlutados, integrantes de uma Ong, do interior do Estado de São Paulo. A Ong possui 50 integrantes, pais enlutados de filhos que faleceram na faixa etária de 2 a 30 anos, em diferentes situações (acidentes, doenças adquiridas e congênitas). As reuniões são mensais com duração de 2 horas. Os coordenadores da Ong relataram que os encontros estavam esvaziados e solicitaram que o projeto do Centro de Psicologia/Unesp, realizado nesta área, assumisse os encontros com o objetivo de acompanhar as atividades. O planejamento de dez encontros foi efetuado pelo docente do projeto, estagiários e coordenadores da Ong. Para cada encontro ficou estabelecida a seguinte seqüência de condução: apresentação de novos participantes, apresentação da Ong e atividade principal de reflexão, baseada nas Tarefas do Luto e Educação para Morte. Em cinco reuniões realizadas, em média, compareceram 10 pessoas. Durante os encontros pode-se observar que: os ingressantes choram muito; os integrantes os consolam com manifestações empáticas e pró-empatia: “já passei por isso”, “o tempo cura”, “isso vai passar”, “somente nós sabemos a dor sentimos”. Com base em uma análise funcional dos relatos obtidos durante os encontros, pode-se constatar que: a) respostas de enfrentamento são emitidas, constituindo-se uma classe de operantes que têm como conseqüência evitar, minimizar, terminar com os aversivos (saudade, lembranças, objetos); b) os rituais de despedida são pouco valorizados (velório e funeral); c) o relacionamento vivido com o falecido é dissociado do modo como estão vivendo o luto; d) perdas passadas e perdas recentes não são relacionadas funcionalmente, em termos de padrão de enfrentamento; e) o enfrentamento familiar se restringe ao “evitar falar sobre isso para não produzir sofrimento”; f) a própria morte é o fim do sofrimento e reencontro com o ente querido. Contribuições para a Ong: ajudá-los a organizar os encontros, em termos de objetivos gerais e específicos, preservando o acolhimento aos ingressantes e a manutenção do grupo de apoio no processo de luto (identificando demandas e encaminhando). Contribuições individuais: ajudá-los a manifestar sentimentos e pensamentos relacionados à perda; descrever contingências relacionadas ao estabelecimento e rompimento de contato físico com a pessoa falecida; redirecionar e estabelecer outros modos de responder às situações aversivas, apresentando condições que possam aumentar o valor reforçador positivo das conseqüências produzidas pela emissão de outros operantes.

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