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"Os principais problemas enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos

 se melhorarmos nossa compreensão do comportamento humano" (Skinner, 1974, p.8)

 

 

Programação XVIII Encontro ABPMC - 2009

PAINEL

Título do Painel: Avaliação das motivações de psiquiatras pela busca de uma formação analítico-comportamental
Autor(es):
Caroline Somera   Vizioli, Instituto de Estudos do Comportamento - Psicolog
Fernanda   Pallone, Instituto de Estudos do Comportamento - Psicolog
Giovana de Souza   Vieira, Instituto de Estudos do Comportamento - Psicolog
Andreza Ribeiro  Gomes, Instituto de Estudos do Comportamento - Psicolog
Resumo: A Psicologia e a Psiquiatria tem um papel marcante no campo da saúde mental. Com o avanço das neurociências e da farmacologia, a Psiquiatria, que usa um modelo médico, proporcionou uma importante evolução no tratamento dos transtornos mentais. Já a Psicologia Clínica, definida como modelo quase médico, dedicou-se a lidar com as dificuldades e sofrimentos humanos e a elevar ao máximo o ajustamento pessoal. A terapia comportamental ou modelo comportamental aparece neste contexto com uma nova visão de homem e, consequentemente, com uso de novos termos e conceitos, além de uma nova concepção sobre a modificação de comportamento e sua intervenção. Quanto a avaliação dessas formas de trabalho, estudos mostram que o tratamento combinado, medicamentoso e psicoterapêutico, têm apresentado bons resultados. Acredita-se que, por essa razão, psiquiatras passaram a buscar uma complementação do modelo médico de atuação que não se baseasse apenas em topografias e freqüências de respostas. O presente trabalho visou avaliar as motivações de psiquiatras em buscarem uma especialização em Psicoterapia na abordagem comportamental. Para isso, aplicou-se uma entrevista semi-estruturada sobre o histórico de aprendizado de Psicologia na graduação e residência, contatos iniciais com a abordagem comportamental, uso dessa nova forma de atuação e melhoras observadas nos tratamentos. Verificou-se que a Psicologia ou os métodos psicoterápicos não fazem parte da grade curricular durante a graduação dos médicos, e, mesmo na residência, a Terapia Comportamental não era abordada. Quanto à sua relevância, os entrevistados colocaram que esta complementa e auxilia na atuação clínica do modelo médico para além dos protocolos de avaliação e diagnóstico médico. Conclui-se, assim, que os psiquiatras tem pouco contato com a abordagem comportamental durante sua formação e que outras variáveis, como contato indireto com a abordagem ou pesquisas bibliográficas, fizeram com que estes optassem pela realização de uma especialização em terapia comportamental.

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