Resumo apresentação1 : Auto-mutilação: sintoma ou um transtorno?
A auto-mutilação pode ser definida como qualquer comportamento intencional envolvendo agressão direta ao próprio corpo sem intenção consciente de suicídio. As formas mais freqüentes de auto-mutilação são cortar a própria pele e queimar-se.
A prevalência da auto-mutilação na população geral é estimada entre 4% e 21% em população clínica.
Os fatores de riscos associados a auto-mutilação, são: abuso emocional, físico ou sexual na infância; conflitos familiares; abuso de substâncias psicoativas; adolescente vítima de “bulling”; sintomas depressivos, ansiosos, impulsividade e baixa auto-estima; ideação ou tentativa de suicídio prévia.
As patologias associadas são: transtorno de personalidade borderline(TBP), depressão, ansiedade, comportamento anti-social, transtornos alimentares, transtorno de estresse pós-traumático, transtornos dissociativos e abuso de substâncias.
Não há medicação formalmente indicada/aprovada para tratamento da auto-mutilação. Existem evidências de que algumas medicações podem ajudar para o controle deste comportamento.
A Associação Psiquiátrica Americana aponta a Terapia Psicodinâmica e, principalmente, a Terapia Dialética Comportamental como abordagens eficazes para o tratamento dos TPB, sem menção específica da auto-mutilação.
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