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"Os principais problemas enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos

 se melhorarmos nossa compreensão do comportamento humano" (Skinner, 1974, p.8)

 

 

Programação XVIII Encontro ABPMC - 2009

SIMPÓSIO

Título do Simpósio: A INTERFERÊNCIA DO AMBIENTE EXTERNO DO CONSULTÓRIO NA PRÁTICA CLÍNICA: IMPLICACAÇÕES AO ANALISTA DE COMPORTAMENTO.
Coordenador: Augusto  Amato Neto, USP
Debatedor: Cibele  Freire Santoro,
Apresentação 1: IMPLICAÇÕES DE RELACIONAMENTOS EXTRA-CONSULTÓRIO PARA O ANALISTA DO COMPORTAMENTO.
Autor(es) apresentação 1:
Juliana Helena  dos Santos Silvério,
Resumo apresentação 1: Muitos trabalhos têm pesquisado as variáveis do processo terapêutico que influenciam o sucesso ou fracasso do mesmo. Várias pesquisas tiveram como objetivo investigar quando a intimidade no relacionamento terapêutico, as questões que envolvem o acesso, por parte do cliente, à privacidade do terapeuta e as revelações do profissional, podem comprometer ou favorecer o progresso da terapia. Em relação ao inicio do atendimento terapêutico existem algumas regras de conduta que são unanimidade entre os profissionais. A questão é quando no decorrer do atendimento descobre-se algum vinculo extra-consultório entre terapeuta e cliente. A cautela do que profissional nem sempre é o suficiente para limitar a interferência de variáveis da sua vida particular, já que alguns relacionamentos podem se cruzar com a vida de seu cliente e interferir no ambiente da terapia. Nessas situações, a exposição da vida particular do terapeuta não depende mais de uma escolha deste, deixa de ser uma estratégia e passa a ser uma variável a mais com a qual o terapeuta tem que lidar para a manutenção da relação terapêutica. Este trabalho visa discutir situações nas quais estas variáveis extra-consultório podem ajudar na compreensão e condução do atendimento, quando há interferência prejudicial e em quais casos se tornaria um impeditivo para a manutenção do processo terapêutico. Para tanto, serão apresentados relatos de casos clínicos, analisando as interações funcionalmente.
Apresentação 2: PECULIARIDADES DO ATENDIMENTO CLÍNICO EM CIDADES PEQUENAS: DECORRÊNCIAS PARA O ANALISTA DE COMPORTAMENTO.
Autor(es) apresentação 2:
Augusto  Amato Neto, USP
Resumo apresentação 2: A psicoterapia comportamental tem tradição em não se limitar ao ambiente típico de atendimento clínico: a sala do consultório. Seja para a avaliação do paciente ou para as intervenções propriamente ditas, o terapeuta acompanha seu paciente nos mais diversos ambientes externos, desde que haja esta necessidade para atingir os objetivos do atendimento. Porém, mesmo quando o atendimento se limita a sala de consultório, muitas variáveis externas podem interferir na psicoterapia. Quanto menor o número de habitantes da cidade onde vivem o paciente e o terapeuta, maior a possibilidade de um conhecimento ou acesso a variáveis neste sentido. A depender deste aspecto, pode ser impossível não manter contato externo com algum paciente ou pessoa que é ambiente para o paciente em situações simples do cotidiano. Eventos deste tipo são comuns em cidades de pequeno porte e o Analista de Comportamento deve buscar utilizar esta característica que foge ao seu controle para o progresso do paciente, o que nem sempre é simples. O objetivo deste trabalho é discutir esta questão, utilizando-se do relato de casos clínicos, para elucidar o que muitas vezes é pouco discutido na prática supervisionada de atendimentos, no dia a dia do terapeuta e inclusive em eventos da área.

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