Resumo: Estudos sobre a formação de classes de estímulos equivalentes vêm sendo conduzidos em condições cada vez mais controladas, com equipamentos sofisticados e geralmente, utilizando estímulos visuais arbitrários. Todo esse controle tem por objetivo analisar, com cada vez maior precisão, os detalhes da formação de classes de estímulos equivalentes. Têm-se discutido necessidade de avaliar a generalidade dos resultados obtidos nas pesquisas sobre equivalência, uma vez que, todo esse controle, poderia caracterizar a formação de classes de estímulos equivalentes como um fenômeno altamente especializado. Estudos apontam como uma alternativa a inclusão da opção de não responder (a resposta default), que consiste em apresentar ao participante uma opção que lhe permita não escolher nenhum dos estímulos, além dos estímulos de comparação. O presente trabalho teve por objetivo investigar os efeitos da opção de resposta default sobre a ressurgência de classes de equivalência previamente treinadas após extinção e punição das respostas treinadas tardiamente. Participaram do estudo 12 estudantes universitários, distribuídos em dois grupos. Inicialmente, por meio de um procedimento de matching to sample, houve a formação de quatro classes de estímulos equivalentes (Treino 1). Posteriormente, os estímulos foram recombinados formando quatro novas classes (Treino 2). Dependendo do grupo a que pertenciam, os participantes foram submetidos aos procedimentos de extinção ou punição das classes reorganizadas. Os resultados revelaram que os participantes dos grupos de extinção mantiveram altas porcentagens de respostas consistentes com o Treino 2. Nos grupos de punição, por sua vez, os resultados revelaram que os participantes passaram a apresentar mais de 50% das respostas consistentes com o Treino 1 após punição das respostas do Treino 2. A maioria dos participantes de ambos os grupos não optaram pela resposta default. Estudos conduzidos anteriormente com o objetivo de investigar os efeitos da inclusão dessa opção de resposta revelaram um decréscimo significativo na emergência de relações de equivalência. No presente estudo, no entanto, a apresentação da opção default não parece ter afetado a formação das classes. O tipo de instrução dada no início do experimento e o fato de essa opção não ter sido introduzida nos Treinos 1 e 2, mas apenas nos testes de equivalência, e conseqüentemente nunca ter sido reforçada, poderia explicar o fato de a maioria dos participantes não escolher, ou escolher raramente a resposta default. |