Resumo: A constatação de que existe uma alta freqüência de ocorrência de gravidez na adolescência e os possíveis problemas a ela associados justificam a preocupação com as mães adolescentes e os seus filhos e, em especial a atenção às suas práticas parentais. A história de interação da criança com seus cuidadores durante os primeiros anos é a base para suas futuras relações sociais. Neste âmbito, fica evidente a necessidade de se atentar para as diversas estratégias utilizadas por essa população para orientar o comportamento de seus filhos. No presente estudo foi aplicado o instrumento “Inventário de Estilos Parentais para Mães de Bebês” (adaptado de Gomide 2006), que consta de 25 itens, sendo cinco de cada um dos conjuntos de práticas: monitoria positiva, negligência, punição inconsistente, disciplina relaxada e abuso físico, com o objetivo de verificar a existência de diferença no comportamento materno de acordo com o gênero do bebê. Participaram da pesquisa 76 mães adolescentes, sendo 37 mães de bebês do sexo feminino e 39 mães de bebês do sexo masculino. Os resultados do teste Mann-Whitney mostraram que há uma diferença significativa entre a prática monitoria positiva (p = 0.02) entre as mães adolescentes com relação às meninas do que com os meninos. Nas demais práticas educativas não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas relacionadas ao sexo do bebê. A literatura mostra que há diferenças nas práticas parentais relacionadas ao sexo da criança e esse trabalho mostra que é possível observar isso desde as primeiras relações que as mães adolescentes estabelecem com seus bebês. |