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Campinas, ,
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"Os principais problemas
enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos
se melhorarmos nossa
compreensão do comportamento humano" (Skinner, 1974, p.8)
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Programação XVIII Encontro ABPMC - 2009
Título da mesa: Psicologia clínica infantil: possibilidades de atuação do serviço-escola na universidade e em instituições |
Coordenador: Rodrigo Fernando Pereira, Universidade de São Paulo |
Resumo: Uma das principais teses defendidas por Silvares em relação à forma de atuar de um serviço-escola de psicologia é a de que a sua atuação não deve permanecer circunscrita aos limites físicos da clínica universitária. Uma vez a demanda pelos seus serviços não permite que se empregue um modelo convencional de psicoterapia individual, é preciso inverter o fluxo de atendimento e realizar atendimentos onde o paciente está, associando a isso a construção de novas formas de trabalho e valorizando a prevenção. Ao mesmo tempo, deve-se envolver o aluno dos cursos de graduação e pós-graduação em psicologia nestas atividades, a fim de prepará-lo para atuar nesses contextos. A proposta desta apresentação é justamente reunir alunos que vem atuando em novas formas de atendimento clínico na clínica-escola e em instituições, buscando convergência entre extensão, ensino e pesquisa. O primeiro trabalho teve como objetivo verificar a aplicabilidade de uma escala traduzida do inglês que tem por finalidade avaliar a intolerância materna à enurese noturna. Ao mesmo tempo, verificou-se o grau de intolerância que 134 mães de crianças que molham suas camas apresentam em relação ao problema, a fim de dar subsídios para intervenções de orientação e prevenção junto aos pais que lidam com essa comum dificuldade infantil. O segundo trabalho foi realizado na sala de espera de atendimento ambulatorial de pediatria, a fim de levantar queixas e dificuldades comportamentais infantis. Para tanto, foram entrevistados 121 pais ou cuidadores, que identificaram problemas de comportamento em seus filhos. Esta listagem permitiu o desenvolvimento de estratégias de prevenção e práticas educativas parentais que foram empregadas do próprio contexto em que o levantamento foi realizado. O terceiro trabalho é o relato de uma intervenção com crianças enuréticas moradoras de um abrigo, em que a equipe do projeto de pesquisa que realiza o mesmo trabalho na clínica-escola foi até a instituição a fim de capacitar psicólogos e cuidadores a realizar o tratamento. Os resultados preliminares mostram que a intervenção tem obtido o resultado esperado. |
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Autor(es) apresentação 1 :
Deisy Emerich, Universidade Presbiteriana Mackenzie
Carolina Sousa, Universidade de São Paulo Yasmin Daibs, Universidade de São Paulo
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Resumo apresentação1 : Avaliação de intolerância materna a enurese: um estudo de replicação da escala de intolerância de Morgan e Young (1975)
Ao longo da infância espere-se que a crianças adquira uma série de habilidades, dentre elas o controle dos esfíncteres. Quando isto não ocorre, tanto pais, quanto as próprias crianças, sofrem uma frustração por não corresponder às expectativas, além das conseqüências desta dificuldade. A enurese noturna primária apesar de não oferecer qualquer visibilidade ao indivíduo (não se distingue um enurético por algum sinal específico aparente) acarreta grande impacto, principalmente devido às limitações sociais por ela imposta, por exemplo: crianças e adolescentes são impedidos de dormir fora de casa, ou mesmo receber amigos para dormirem em suas casas, a fim de que tal dificuldade seja coberta pelo “segredo”. A resposta do enurético frente sua própria dificuldade pode variar, não só em função da extensão da limitação social, como também da variável familiar, isto é, as atitudes parentais frente ao distúrbio. Para avaliar esta questão, Morgan e Young desenvolveram em 1975 a Escala de Intolerância, composta por 20 itens referentes a crenças a respeito da causa da enurese, comportamentos contingentes ao molhar a cama (atitudes punitivas ou compreensão empática) e impacto que o distúrbio causa na dinâmica familiar. Cada item corresponde a um valor empiricamente determinado, de modo que o escore de tolerância é a mediana dos valores respondidos afirmativamente, que corresponde a 1,45 na amostra britânica. Em 1993, tal estudo foi replicado por Butler, Redfern e Forsythe, que além de comparar o valor da mediana, também realizaram uma análise fatorial dos itens. Diante do apresentado, este estudo propõe-se a replicar ambos os estudos descritos acima, de modo a comparar a mediana de uma amostra brasileira com o mesmo dado provindo de amostras inglesas, bem como agrupar os itens em fatores. Seguindo o mesmo procedimento de inclusão do estudo original, este estudo incluiu: (1) 134 mães de enuréticos, inscritos em um centro universitário de atendimento a este distúrbio (Projeto Enurese); (2) clientes com idade entre 5 e 16 anos e (3) freqüência de molhada igual ou superior a quatro vezes semanais. Espera-se deste modo, que se tenha conhecimento da realidade brasileira sobre esta questão, para que seja considerada durante o atendimento, uma vez que a intolerância parental à enurese tem sido relacionada à menor índice de adesão e sucesso ao tratamento de enurese noturna primária com uso do alarme de urina. Assim, a importância deste estudo fundamenta-se na consideração de aspectos relevantes que se interpõem no tratamento visando sua efetividade. |
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Autor(es) apresentação 2 :
Luan Fernandes, Universidade de São Paulo
Edwiges Silvares, Universidade de São Paulo
Noel Costa, Universidade de São Paulo
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Resumo apresentação 2 : Levantamento de queixas no Ambulatório de Pediatria: subsídios para implementação de intervenções preventivas
A família é a maior agência de socialização das crianças e interações inadequadas entre pais-filhos podem favorecem o desenvolvimento e manutenção de problemas de comportamento em crianças e adolescentes. A orientação de pais, enquanto recurso da psicologia, pode favorecer a prevenção e evitar a instalação de dificuldades adaptativas em crianças e adolescentes, ao ensinar e treinar os pais em aplicar habilidades educativas mais adequadas na convivência familiar. O objetivo deste trabalho é realizar um levantamento prévio de queixas junto pais e/ou cuidadores sobre o comportamento de suas crianças, identificar as necessidades desta clientela e com base nestas informações, planejar intervenções psicológicas preventivas, tendo como recurso a orientação de pais. Participaram desta pesquisa 121 pais e/ou cuidadores. Estes foram abordados pelos pesquisadores enquanto aguardavam consulta médica para suas crianças no Ambulatório de Pediatra do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo, São Paulo/SP, no período de setembro a novembro de 2008. O instrumento utilizado foi uma entrevista elaborada pelos pesquisadores pautada no modelo desenvolvido por Rincouver. A grande parte dos pais e/ou cuidadores entrevistados foi composta de mulheres, com idade média de 31 anos. Entre as crianças, o sexo mais prevalente foi o masculino e a média de idade foi de 4 anos e 4 meses. Dos 121 participantes, 114 (94,2%) relataram que seu filho apresenta algum problema de comportamento. Dentre os problemas percebidos pelos pais e/ou cuidadores em suas crianças, o mais prevalente foi Agitação, seguido de Birra, Hiperatividade e Desobediência. E os menos citados foram: Chupar o dedo, Evitar contato físico, Mastigar ou morder dentro da boca e Problemas com o uso do banheiro. Com base neste levantamento, foi possível aos pesquisadores planejar as intervenções psicológicas coerentes com as necessidades desta clientela. As seguintes intervenções psicológicas foram planejadas: - Grupo de Sala de Espera com enfoque na orientação parental, com objetivo de fornecer informações e fomentar discussões entre os pais sobre práticas educativas mais adequadas que favoreçam desenvolvimento e manutenção de comportamentos pró-sociais em suas crianças; - Informar aos pais, de forma individual, sobre o que é esperado para o desenvolvimento infantil para cada faixa etária até os 5 anos de idade, através de Histórias em Quadrinhos e Fichas ilustrativas dos comportamentos esperados para cada idade. Sugere-se que programas psicológicos de caráter preventivos são uma alternativa de atendimento psicológico de extrema relevância para a redução e atenuação dos problemas de comportamento em crianças e adolescentes. |
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Autor(es) apresentação 3 :
Luciana Ferreira, Universidade de São Paulo
Rodrigo Pereira, Universidade de São Paulo
Edwiges Silvares, Universidade de São Paulo
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Resumo apresentação 3 : Tratamento com alarme nacional para crianças enuréticas institucionalizadas (dados preliminares)
Mowrer & Mowrer criaram, em 1938, o aparelho de alarme para o tratamento da enurese de crianças moradoras em um abrigo, porém poucos estudos foram encontrados especificamente sobre o tratamento deste distúrbio nessas condições. O objetivo principal do presente trabalho é verificar a eficácia do tratamento de enurese com equipamento de alarme em crianças moradoras de um abrigo. Além de produzir ganhos científicos ao verificar se os resultados obtidos com o tratamento observados na literatura são extensíveis a essa população de crianças, o trabalho também permitirá possíveis aplicações do tratamento em contextos semelhantes, beneficiando as crianças que se encontram institucionalizadas e enfrentam o problema da enurese. Todos os participantes da pesquisa são crianças e adolescentes moradores da um abrigo localizado na cidade de São Paulo. A instituição abriga atualmente 80 crianças entre quatro e dezoito anos de idade e divide seus moradores em quatro casas, duas para os meninos e duas para as meninas. Em cada casa havia a presença de dois educadores durante o período diurno e um educador no período noturno. Seriam tratadas, no máximo, uma criança de cada vez por casa. Foi pedido para que as crianças que fossem começar o tratamento não fossem acordadas durante duas semanas para se ter o conhecimento do seu padrão de molhadas (linha de base). Dois participantes (ambos do sexo masculino, um de 12 e outro de 8 anos de idade) não molharam a cama nenhuma vez e receberam alta. Segundo as psicólogas da instituição que acompanham as crianças, eles não molham a cama desde então. Três crianças iniciaram o tratamento com o alarme nacional, duas do sexo masculino (6 e 12 anos de idade) e uma do sexo feminino (6 anos). O tratamento ainda está em andamento mas nota-se que todos apresentaram diminuição no número de noites molhadas por semana. Os resultados estão compatíveis com os encontrados em estudos com crianças que moram com seus pais/responsáveis e demonstra que é possível tratar crianças enuréticas moradoras de instituições sociais com alarme. |
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