Resumo apresentação 1: O presente trabalho investigou o papel da exposição a eventos incontroláveis sobre a sensibilidade comportamental a mudanças nas contingências. Na Fase de Treino do Experimento 1, um grupo de estudantes universitários deveria emitir seqüências de respostas para produzir eventos controláveis; para um segundo grupo, os eventos eram incontroláveis; um terceiro grupo era exposto aos mesmos eventos mas não era exigida a emissão de seqüências. Na Fase de Teste, a apresentação de eventos controláveis era contingente à variação na emissão de seqüências para todos os grupos. Os eventos incontroláveis produziram maior variabilidade comportamental durante a Fase de Treino e maior sensibilidade à contingência de variação na Fase de Teste do que os eventos controláveis. O Experimento 2 foi similar ao Experimento 1 com a seguinte exceção: foi implementada uma Fase de Terapia entre as fases de treino e de teste. Nessa fase, o grupo controlável resolveu problemas de discriminação solucionáveis; para o grupo incontrolável, metade resolveu problemas solucionáveis e, a outra metade, problemas insolucionáveis. Os resultados do Experimento 2 foram semelhantes àqueles observados no primeiro experimento, além de terem demonstrado que a exposição ao procedimento de terapia parece ter atenuado os efeitos da exposição inicial a eventos incontroláveis. Em conjunto, os resultados indicam que quando as condições da Fase de Treino (e.g., incontrolabilidade) produzem padrões comportamentais que promovem contato com a nova contingência em vigor, o desenvolvimento de controle pela nova contingência é facilitado, o que sugere que a exposição a eventos incontroláveis não produz, necessariamente, uma dificuldade de aprendizagem de novos comportamentos. Os dados do presente estudo sugerem que o efeito da história de incontrolabilidade deve ser considerado como um fenômeno multiplamente determinado, uma vez que situações de incontrolabilidade compreendem inúmeras variáveis de controle (e.g., a própria incontrolabilidade, o desempenho gerado pela incontrolabilidade, os estímulos verbais fornecidos pelo experimentador ou gerados pelo próprio participante, características das tarefas). |