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"Os principais problemas enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos

 se melhorarmos nossa compreensão do comportamento humano" (Skinner, 1974, p.8)

 

 

Programação XVIII Encontro ABPMC - 2009

SIMPÓSIO

Título do Simpósio: DIFICULDADES METODOLÓGICAS NO ESTUDO EXPERIMENTAL DO DESAMPARO APRENDIDO COM HUMANOS
Coordenador: Emileane  Costa Assis de Oliveira , UNIANCHIETA-Jundiaí/UNIFEV-Votuporanga/UNIP-SP
Debatedor: Maria Cristina   Zago Castelli , UNIANCHIETA, Jundiaí
Apresentação 1: Possíveis efeitos de uma história de exposição a eventos incontroláveis: interação entre contingências passadas e atuais
Autor(es) apresentação 1:
Elisa  Tavares Sanabio-Heck, Universidade Federal de Goiás - UFG
Josele  Abreu-Rodrigues, Universidade de Brasília - UnB
Resumo apresentação 1: O presente trabalho investigou o papel da exposição a eventos incontroláveis sobre a sensibilidade comportamental a mudanças nas contingências. Na Fase de Treino do Experimento 1, um grupo de estudantes universitários deveria emitir seqüências de respostas para produzir eventos controláveis; para um segundo grupo, os eventos eram incontroláveis; um terceiro grupo era exposto aos mesmos eventos mas não era exigida a emissão de seqüências. Na Fase de Teste, a apresentação de eventos controláveis era contingente à variação na emissão de seqüências para todos os grupos. Os eventos incontroláveis produziram maior variabilidade comportamental durante a Fase de Treino e maior sensibilidade à contingência de variação na Fase de Teste do que os eventos controláveis. O Experimento 2 foi similar ao Experimento 1 com a seguinte exceção: foi implementada uma Fase de Terapia entre as fases de treino e de teste. Nessa fase, o grupo controlável resolveu problemas de discriminação solucionáveis; para o grupo incontrolável, metade resolveu problemas solucionáveis e, a outra metade, problemas insolucionáveis. Os resultados do Experimento 2 foram semelhantes àqueles observados no primeiro experimento, além de terem demonstrado que a exposição ao procedimento de terapia parece ter atenuado os efeitos da exposição inicial a eventos incontroláveis. Em conjunto, os resultados indicam que quando as condições da Fase de Treino (e.g., incontrolabilidade) produzem padrões comportamentais que promovem contato com a nova contingência em vigor, o desenvolvimento de controle pela nova contingência é facilitado, o que sugere que a exposição a eventos incontroláveis não produz, necessariamente, uma dificuldade de aprendizagem de novos comportamentos. Os dados do presente estudo sugerem que o efeito da história de incontrolabilidade deve ser considerado como um fenômeno multiplamente determinado, uma vez que situações de incontrolabilidade compreendem inúmeras variáveis de controle (e.g., a própria incontrolabilidade, o desempenho gerado pela incontrolabilidade, os estímulos verbais fornecidos pelo experimentador ou gerados pelo próprio participante, características das tarefas).
Apresentação 2: Considerações metodológicas sobre o desamparo aprendido com humanos
Autor(es) apresentação 2:
Mariana  Januário Samelo, USP - S.P.
Maria Helena  Leite Hunziker, USP - S.P.
Resumo apresentação 2: Embora alguns autores considerem que o desamparo aprendido esteja bem estabelecido com sujeitos humanos, há resultados conflitantes. Em geral os estudos apresentam problemas metodológicos. O objetivo desta apresentação é analisar e discutir o procedimento adotado em um estudo experimental sobre investigação do desamparo aprendido em sujeitos humanos, verificando os resultados obtidos a partir dos parâmetros adotados. Estudantes universitários foram divididos em quatro grupos (n=10), expostos a sons aversivos que poderiam ser desligados pelo sujeito ao teclar seqüências variáveis (grupo C) ou independente do seu comportamento (grupos I e If, este com feedback de erro). No final da sessão, foi perguntado ao sujeito a que atribuía o término do som: as respostas mostraram discriminação de controle (grupo C), de ausência de controle (grupo If) e suposição de controle (acidental) em metade dos sujeitos do grupo INC. Em seguida, todos os participantes foram submetidos à resolução de anagramas: os sujeitos dos grupos C e N apresentaram menores latências e maior número de acertos, sendo maiores as latências e falhas obtidas no grupo If; o grupo I mostrou resultados intermediários. Embora estes dados forneçam parâmetros para o delineamento de uma metodologia mais precisa, dificuldades encontradas no procedimento serão discutidas, como o controle da instrução inicial, as contigüidades existentes, o tipo do estímulo aversivo e os limites éticos da pesquisa com participantes humanos. Finalizando com propostas de soluções metodológicas.

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