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Campinas, ,
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"Os principais problemas
enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos
se melhorarmos nossa
compreensão do comportamento humano" (Skinner, 1974, p.8)
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Programação XVIII Encontro ABPMC - 2009
Título da mesa: Processos terapêuticos de longa duração: variáveis relevantes e critérios de alta |
Coordenador: Maria Júlia Ferreira Xavier Ribeiro, Universidade de Taubaté |
Resumo: Esta mesa propõe apresentar casos atendidos em um modelo analítico-comportamental com processos terapêuticos de longa duração. Muitos manuais de psicoterapia comportamental que descrevem técnicas associam-nas a uma queixa/diagnóstico e prescrevem também um tempo de duração de sua aplicação, geralmente em número desessões. Embora em geral ressalvem que esse número é indicativo, e que ajustes devem ser feitos às necessidades do cliente, a prescrição pode induzir à falsa suposição de que brevidade é sinônimo de eficácia. Entretanto, os problemas vividos pelo pacientesão mais abrangentes do que a queixa vivida por ele, e o dinamismo do repertório operante modifica a cada tempo os excessos, déficits e reservas comportamentais aos quais o analista de comportamento deve atentar. São estes os aspectos que a descrição dos processos enfocam: as modificações dinâmicas do repertório que devem controlar o comportamento do terapeuta. A primeira apresentação trata de psicoterapia infantil, a segunda de terapia com adultos. A terceira apresentação aborda aspectos presentes na pesquisa sobre processos terapêuticos de longa duração. |
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Autor(es) apresentação 1 :
Jaíde Aparecida Gomes Regra, Profª aposentada da OMEC
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Resumo apresentação1 : O objetivo do presente trabalho é efetuar uma análise sobre a tomada de decisão do terapeuta sobre os critérios de alta, em relação a casos de longa duração em terapia.
Serão descritos casos elucidativos que mostrem a expectativa dos pais em relação à terapia comportamental infantil. O levantamento de dados feito inicialmente, a definição de objetivos junto aos pais e a análise mensal com os pais sobre os objetivos atingidos podem favorecer a compreensão dos critérios de alta, passo a passo por todos os envolvidos.
A criança é trazida à terapia, mais comumente, pelos pais, pela indicação de um médico ou pela indicação da escola. Cada um deles pode ter expectativas diferentes em relação às mudanças esperadas nos comportamentos da criança.
O terapeuta elabora procedimentos e efetua as intervenções terapêuticas diretamente nas sessões e indiretamente orientando pais, cuidadores e professores a aplicar procedimentos fora do consultório. Em função das mudanças de comportamento ocorridas, o terapeuta fará uso de um conjunto de critérios para formular a duração da terapia. Estas mudanças estão relacionadas à evolução no contexto terapêutico, durante a sessão, em casa, na escola e nos relacionamentos interpessoais, levando em conta o repertório de comportamentos da criança no início da terapia.
Os casos de duração prolongada em terapia serão analisados pelas variações de critérios em relação a cada contexto no qual a criança esteja inserida.
Esta análise de critérios sugere o levantamento das seguintes questões:
1) Quando parar a terapia?
2) Se a terapia comportamental é vista como resolvendo os problemas da criança mais rapidamente, como entender uma terapia com tempo prolongado?
3) De que forma a análise das variáveis ambientais, envolvidas nos problemas de comportamento da criança, auxilia no critério de alta?
4) Como tornar claro aos pais e à criança a definição de metas a serem atingidas no processo terapêutico?
Será analisado o processo de tomada de decisão do terapeuta frente às expectativas dos pais, da escola e da própria criança, juntamente com a avaliação do terapeuta sobre o desempenho da criança na sessão e fora dela. |
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Autor(es) apresentação 2 :
Antonio Sousa e Silva, CETEAC – Centro de Estudos e Terapia Analítico-Comportamental
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Resumo apresentação 2 : A proposta de apresentar casos atendidos no modelo terapia analítico-comportamental com processos terapêuticos de duração mais longos do que aqueles sugeridos em tratamentos padronizados tem como objetivo identificar e discutir contingências históricas importantes que podem estar relacionadas com a duração da terapia. Outro aspecto a ser ressaltado numa discussão sobre a duração do processo terapêutico é a dificuldade com instrumentos de avaliação inicial (diagnóstico), avaliação pós-intervenção e com os critérios de alta. Será apresentado um caso, de uma moça de 26 encaminhada para psicoterapia com diagnóstico de Transtorno Bipolar, que apresentava grande dificuldade em relacionamentos interpessoais, não dava continuidade a namoros, amizades, estudos e empregos, e que “não aguentava mais a vida só lhe dizer não”, e que apresentou grande dificuldade em aderir à terapia. A apresentação do caso destaca aspectos da história do cliente que são relativos à duração da terapia: História de contingências aversivas (punição) desde muito cedo na vida e seus subprodutos emocionais (condicionamento respondente); Déficits em habilidades básicas (baixa discriminação, repertório geral pobre e excessos comportamentais); Classes comportamentais sob o controle de regras e auto-regras “poderosas”. |
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Autor(es) apresentação 3 :
Maria Júlia Ferreira Xavier Ribeiro, Universidade de Taubaté
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Resumo apresentação 3 : Esta apresentação resume resultados de pesquisa em duração da psicoterapia, contrastando-os com as indicações de técnicas manualizadas.Quantas sessões deve durar um tratamento? Quando o que se conseguiu é o suficiente? Técnicas descritas em manuais de psicoterapia comportamental costumam incluir um tempo de duração de sua aplicação, geralmente em número de sessões. Embora em geral ressalvem que esse número é indicativo, e que ajustes devem ser feitos às necessidades do cliente, a prescrição pode induzir à falsa suposição de que brevidade é sinônimo de eficácia. A pesquisa sobre duração da psicoterapia associa processos de longa duração a diversos fatores. Destacam-se os eventos recentes de grande aversividade – divórcio, dispensa do emprego, morte de pessoas próximas e saída dos filhos de casa estão entre aqueles que participam de processos mais longos. Quando terapeutas são solicitados a indicar casos que supõem que precisarão de processos terapêuticos mais longos, seu julgamento varia em função do diagnóstico do cliente e da associação do diagnóstico a outras condições aversivas, como doenças crônicas e degenerativas, e com a pouca disponibilidade de contingências reforçadoras positivas de natureza social no ambiente do paciente. Outro aspecto que se associa à maior duração da psicoterapia são os bons resultados. O sucesso em alcançar os objetivos primários é indicado pela American Psychological Association como um fator importante para decidir quando um processo psicoterápico deve se encerrar, mas outras considerações afetam a duração da psicoterapia e afetam as metas e o critério para determinar o encerramento do processo terapêutico. |
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