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"Os principais problemas enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos

 se melhorarmos nossa compreensão do comportamento humano" (Skinner, 1974, p.8)

 

 

Programação XVIII Encontro ABPMC - 2009

PAINEL

Título do Painel: Análise Funcional como instrumento de mudança no diagnóstico médico.
Autor(es):
Flaviana  Pereira, Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Sofia  Di Nucci, Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Resumo: O presente trabalho tem como objetivo apresentar um estudo de caso em Análise do Comportamento focalizando a contribuição da Análise Funcional na mudança do diagnóstico médico. C. é um menino de 9 anos, com queixa de dificuldades nas relações sociais e diagnóstico médico de autismo. Com base nos relatos da mãe e na observação do comportamento da criança, a psicoterapeuta analisou a história de vida do cliente e as contingências que mantinham seus déficits comportamentais, identificando que o menino emitia comportamentos infantilizados (mamava na mamadeira, era bastante fantasioso, gostava de brincar de jogos específicos para idades menores). Através da análise de sua história de contingências, verificou-se que tais comportamentos foram aprendidos em função da super-proteção materna: a mãe reforçava comportamentos primitivos emitidos pelo filho bem como seu contato com crianças mais novas. Na escola C. permanece isolado e distante das outras crianças. Esse distanciamento se deve, em parte, a acontecimentos aversivos vivenciados na escola que fizeram com que ele generalizasse para posteriores contatos com crianças, além de não possuir repertório para lidar com crianças de sua idade. Com relação ao diagnóstico de autista, compreendeu-se que este foi estabelecido com a observação apenas dos comportamentos abertos do cliente. No decorrer da psicoterapia este diagnóstico foi modificado a partir da descrição das contingências a que o cliente estava sendo exposto, além do modelo inadequado da mãe que não tinha repertório social adequado. O processo terapêutico envolveu: (1) Orientação com a mãe: descrição das contingências que controlavam o comportamento do menino; instruções e modelos para que esta ampliasse seu repertório de lidar com o filho; modelação do uso de práticas não – coercitivas; discriminação do efeito de seus comportamentos sobre os comportamentos do seu filho. (2) Atendimento Individual: redução do caráter aversivo dos estímulos sociais; ampliação do repertório verbal do cliente. (3) Atendimento em grupo: modelos adequados de interação social e ampliação de seu repertório social com crianças da mesma faixa etária. Como resultado, os comportamentos de esquiva de C no que se refere ao contato social foram reduzidos no ambiente clínico e generalizados para o ambiente escolar. Foi possível observar uma ampliação de suas habilidades sociais. Em casa, a mãe seguiu as orientações da terapeuta, o que contribuiu para a emissão de comportamentos adequados e esperados para a idade do cliente.

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